Um blog de raiz
1 Aug 2008
O Bruno Pedrassani me convidou para participar de um meme, o 30&Alguns, que foi proposto pela Veridiana.
A idéia aqui é falar o seguinte:
1. 3 coisas relacionadas a época antes de chegar aos 30&Alguns: o que esperava da sua vida aos 30&Alguns;
2. 3 realizações aos 30&Alguns;
3. O que você mais gosta ou gostou aos 30&Alguns.
Bem, eu já passei dos 30&Alguns faz um tempinho (tô mais no 30&MaisAlguns). Na verdade, já entrei na fase dos “enta”. Mas como não faz tanto tempo assim - e como eu adoro responder memes - vamos lá:
1. Quando eu era adolescente, tinha certeza de que não chegaria aos trinta e alguns; sempre me via morrendo jovem e tal. Durante alguns anos tive pesadelos com isso e não sei de onde tirei essa idéia maluca. Mas três coisas marcaram essa fase: a primeira foi que comecei a trabalhar aos dezoito anos num banco (depois de ter escapado das garras do exército) e ganhava DEZ salários mínimos! Foi uma das melhores fases da minha vida: ajudava em casa, tinha grana prá comprar discos, gibis, roupas e sair com os amigos. Segunda coisa: aos dezenove anos, depois de algumas frustrações românticas, conheci aquela que se tornaria a mulher da minha vida! Estamos juntos até hoje - e lá se vão vinte anos de casados! Terceira coisa: depois de muita insistência da minha (então) noiva e da sogra, resolvi me inscrever num concurso público que pagava 30% do que eu ganhava no banco. Fui aprovado mas não classificado. Um ano depois, quando as coisas no banco estavam caminhando de mal prá pior, fui chamado e hoje sou funcionário publico federal. Nesse mesmo ano me casei (com 23 anos) e aquela terra desconhecida chamada futuro acenava com bons ventos.
2. Quando cheguei aos 30&Alguns, já tinha realizado duas coisas essenciais para uma vida a dois: filhos e casa. Tenho uma filha (já com dezenove) e um filho (com dezessete), a conta ideal para a realização do sonho de ser pai/mãe nos dias de hoje. Também aos 30&Alguns já estava pagando a minha casa própria. E concluí meu curso superior justamente quando fiz trinta anos e seis meses! Pois ainda nos 30&Alguns entrei no Mestrado e conclui o mesmo no finalzinho, com 38 anos. Acho que é isso: filhos, casa, formação. Ah, outra coisa conquistada nesse período dos 30&Alguns foi o amadurecimento.
3. O que eu gostei/gostava nos 30&Alguns? Eu tinha mais autocontrole financeiro, as coisas eram mais baratas. Sabe a minha casa lá atrás? Pois é, foi-se. Mas o que ficou desse período foram os desafios propostos - nem todos foram vencidos, mas continuo na luta; as amizades feitas e que até hoje estão ao lado, caminhando, do lado esquerdo do peito; ter aprendido a ter paciência, a ser tolerante, a acreditar na vida e no ser humano (apesar de tantos exemplos que nos desencorajam a fazer isso); e a ter refinado o meu senso de humor, que agora nos “enta”, está mais apurado do que nunca.
Taí o meme. Espero ter feito direitinho
Quem quiser, claro, pode continuar. Mas prá não quebrar a corrente dos memes (coisas terríveis podem acontecer), eu vou convidar o Sampson prá participar.
Bruno, valeu pelo convite!
Sphere: Related Content6 May 2008
Ou mais um surto nostálgico desse que vos bloga…
Vinil. Alguém aí ainda tem algum guardado, nem que seja como recordação?
Ainda tenho 86 lp’s aqui comigo, guardadinhos {e prometo fazer um post sobre eles brevemente}.
A limpeza dos meus discos me fez lembrar de um tempo muito importante na minha vida, onde eu fazia o que mais gostava: ouvir música!
Pelo menos um final de semana por mês, eu saía de casa com um monte de vinis debaixo do braço e ia passar o dia na casa de Jorge.
Jorge é um amigo quase irmão que conheço há uns 25 anos ou mais um pouquinho. Jorge sempre foi o meu norte musical no que se refere à música brasileira.
Jorge morava numa casa de tamanho médio, mas que tinha um quintal lateral enorme, com árvores frondosas que faziam uma sombra deliciosa. E uma delas dava abacates gigantescos!
Então, das dez da manhã às nove da noite, ficávamos submersos no oceano da música.
Sphere: Related Content7 Apr 2008
Gosto muito daquele poema do Vinícius que começa assim: “Filhos…filhos?/ Melhor não te-los!/Mas se não os temos/Como sabe-lo?”
Na época em que eu e minha esposa ficamos grávidos, a insegurança era um dos sentimentos mais presentes.
Depois que a filhota nasceu, o pavor tomou conta de mim: “e agora? Como cuidar? Vou ter dinheiro suficiente? E se eu morrer agora, o que vai ser dela? Como segurar sem derrubar? Porque ela ta chorando tanto? Ai meu Deus, ta tão quietinha…será que ta respirando?”
Enquanto isso, passado o temor inicial, a mãe seguia pelos dias sem tanto stress assim – mãe é mãe, é divino, não tem jeito…
Uma nova vida é um sinônimo de esperança, de coisas boas, de perpetuação da espécie humana no que ela teria de melhor.
Porém, nas últimas semanas, cheguei a comentar com Tita: se fosse hoje, eu ia pensar muito antes de ter um filho.
Sphere: Related Content25 Mar 2008
Desculpem a ausência, mas fui contaminado pela epidemia de cálculo renal {popularmente conhecida como pedra nos rins} que está tomando conta da cidade do Recife.
Domingo à noite, estava eu alegre e faceiro preparando a atualização do Macaxeira, entre outras tarefas acadêmicas, quando comecei a sentir uma dorzinha chata, que foi crescendo, crescendo e me absorvendo.
E de repente eu me vi assim, completamente dolorido…
Corri para o hospital, sofri com uma injeção de Buscopan que doeu mais do que a dor do cálculo renal e fiz xixi num potinho!
Voltei para casa na madrugada da segunda-feira e voltei horas mais tarde para ver os resultados. Tive que fazer outro exame de urina, levei outra injeção de Buscopan, tiraram meu sangue e fiz uma ultrasonografia.
Batata! Cálculo Renal – ou pedrinha no rim esquerdo.
Só que, nas 12 horas que passei no hospital, chegaram mais quatro casos de dores por causa de cálculo renal.
É ou não é uma epidemia?
13 Dec 2007
Diz o senso comum que cada pessoa no mundo tem um duplo, um sósia, um indivíduo que tem algumas características física em comum que as tornam semelhantes.
Claro que nada a ponto de serem confundidos como os gêmeos univitelinos, mas a ponto de acontecerem pequenas confusões sem maiores conseqüências – ou não.
Só para ficar no terreno das celebridades, vejam as semelhanças abaixo:

Rogério Ceni e o apresentador Luciano Huck

Débora Secco e Fernanda de Freitas

Jose Serra e Homer Simpson

George Bush e seu irmão.
Ser confundido com outra pessoa é coisa comum pra mim. Já perdi a conta das vezes em que fui abordado na rua ou no ônibus por pessoas que acharam que eu fosse o meu clone.
Sim, clone.
Porque, diante da quantidade de vezes que isso aconteceu, só posso ter alguém talhado e esculpido {um tio meu dizia “cagado e cuspido”…eca!!!!!!} à minha imagem e semelhança aprontando por aí.
A maioria foram confusões simples….uma vez, tinha acabado de entrar num ônibus e antes de me sentar, um casal que estava descendo começou a acenar pra mim; aí, o cara falou: “passa lá em casa domingo, vai ter o churrasco do aniversário dela”- e apontou para a mulher. Ela completou: “não falta não, visse? E leva a namorada…”
Pra não desapontar o casal na frente de tanta gente, levantei o polegar e disse “Ta”. Eles desceram felizes.
Já fui confundido com pai, padrinho, irmão, chefe, cunhado, marido, afilhado e por aí vai. {Eu tenho um clone até na blogosfera!! – se bem que talvez EU seja o clone, pelo simples fato dele ter chegado primeiro…}
Era até divertido.
Até que uma dessas confusões me deixou assustado até hoje.
14 Nov 2007
Hã…não é nada disso que vocês estão pensando, viu?
O negócio é que já cheguei àquela fase da vida na qual você tem que começar a se preocupar com tudo. E você descobre que se tivesse se preocupado uns dez anos antes, não estaria perdendo o sono agora.
Tinha um colega de trabalho que já dizia, quando eu tinha uns vinte anos: “aproveita a vida agora, pois quando você chegar nos enta, a coisa fica feia.”
Mês passado, fiquei doente, tive febre, dores no corpo, enxaqueca. Aí pensei: é uma virose, coisa comum. Fui ao médico assim mesmo {evito ir a médicos, quando é possível. Não gosto deles}. Batata. Era uma virose. Uma semana de licença. Mas, aproveitando que já estava no médico, pedi um check-up geral, já que não fazia exames uns bons dois anos e lá vai fumaça – e tenho que manter o controle, tem história na família de diabetes e hipertensão.
Boas notícias: colesterol, glicose, ácido úrico, esses trastes, todos
Mas os triglicerídeos estão altinhos – 198, num limite aceitável de 150.
Resultado: regime. Tudo integral, evitar frituras, evitar coisas muito doces, evitar molhos de queijo!!
O Horror!! O Horror!!
E ainda tenho que fazer exercício prá perder peso e a barriga – que, sinceridade, tá feiosa mesmo.
Mas cadê a coragem? O regime até que comecei, a passos de tartaruga, mas comecei. Minha sorte é que sempre gostei desses trecos naturebas, de vez em quando batia uma fase saudável e eu só comia essas coisas diet, light, sem colesterol e etc. Então, sem stress nesta parte…
Mas caminhar, academia…
Pois é, depois dos quarenta, você até que tenta levar uma vida normal, mas…
Então, jovens, se cuidem: os enta estão chegando!!
Postado ao som de Physical, de Olivia Newton-John
7 Nov 2007
O Sampson Moreira, do Inovavox, indicou, para quem quisesse participar, um meme onde você tem que responder 10 perguntinhas simples. Então, entrei na onda. Vamos lá:
É um livro sobre comunicação – O Processo da Comunicação, de David K. Berlo -{a área que leciono…}: “…e a análise do próprio objetivo do receptor ao empenhar-se na…”
Suspense…o que vem depois de na?
Ontem de madrugada, assistindo Rambo, na Globo. Antes de cair no sono, ainda vi quando Richard Creena chega e diz pra todo mundo: “Cês tão fudido. Meu menino vai estraçaiá cês tudinho”.
Hã… ele não diz com essas palavras, mas o sentido era esse.
Como assim, barulho do computador? Ta dizendo que meu potente é uma lata velha? Meu computador não faz barulho.
O barulho aqui é do ventilador, dos passarinhos cantando, da panela de pressão cozinhando o feijão e o tléc tléc do teclado…
Foi uma risada bem sem graça…ontem à noite, com a gargalhada do Bira ao ouvir uma piada sem graça contada pelo Jô Soares.
Um armário de parede de três portas, abarrotado de revistas em quadrinhos, Rolling Stone’s {a revista, não os integrantes da banda} e livros de comunicação.
“É pra seção Estilo da revista Rolling Stone?” – calção do pijama {rasgado} e sandália = é pra combinar com o ventilador, que aqui em Recife o calor ta de matar.
Estou acima do meu peso ideal…alguém aí tem uma dieta pra blogueiro preguiçoso? Além disso, sou cartunista e fiz uma dissertação sobre super-herói nacional nos quadrinhos.
Fofinhas, gordinhas e cheinhas {minha filha sempre diz isso}
Um pedacinho quadrado do céu azul do Recife – não, eu não estou preso, é que o computador fica num quartinho nos fundos do apertamento e a janela basculante é pequenininha.
Um gordinho que não é gordo {essa barriga atrapalha o meu look}
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