Macaxeira Geral

Um blog de raiz

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O Bruno Pedrassani me convidou para participar de um meme, o 30&Alguns, que foi proposto pela Veridiana.

A idéia aqui é falar o seguinte:

1. 3 coisas relacionadas a época antes de chegar aos 30&Alguns: o que esperava da sua vida aos 30&Alguns;

2. 3 realizações aos 30&Alguns;

3. O que você mais gosta ou gostou aos 30&Alguns.

Bem, eu já passei dos 30&Alguns faz um tempinho (tô mais no 30&MaisAlguns). Na verdade, já entrei na fase dos “enta”. Mas como não faz tanto tempo assim - e como eu adoro responder memes - vamos lá:

1. Quando eu era adolescente, tinha certeza de que não chegaria aos trinta e alguns; sempre me via morrendo jovem e tal. Durante alguns anos tive pesadelos com isso e não sei de onde tirei essa idéia maluca. Mas três coisas marcaram essa fase: a primeira foi que comecei a trabalhar aos dezoito anos num banco (depois de ter escapado das garras do exército)  e ganhava DEZ salários mínimos! Foi uma das melhores fases da minha vida: ajudava em casa, tinha grana prá comprar discos, gibis, roupas e sair com os amigos. Segunda coisa: aos dezenove anos, depois de algumas frustrações românticas, conheci aquela que se tornaria a mulher da minha vida! Estamos juntos até hoje - e lá se vão vinte anos de casados! Terceira coisa: depois de muita insistência da minha (então) noiva e da sogra, resolvi me inscrever num concurso público que pagava 30% do que eu ganhava no banco. Fui aprovado mas não classificado. Um ano depois, quando as coisas no banco estavam caminhando de mal prá pior, fui chamado e hoje sou funcionário publico federal. Nesse mesmo ano me casei (com 23 anos) e aquela terra desconhecida chamada futuro acenava com bons ventos.

2. Quando cheguei aos 30&Alguns, já tinha realizado duas coisas essenciais para uma vida a dois: filhos e casa. Tenho uma filha (já com dezenove) e um filho (com dezessete), a conta ideal para a realização do sonho de ser pai/mãe nos dias de hoje. Também aos 30&Alguns já estava pagando a minha casa própria. E concluí meu curso superior justamente quando fiz trinta anos e seis meses! Pois ainda nos 30&Alguns entrei no Mestrado e conclui o mesmo no finalzinho, com 38 anos. Acho que é isso: filhos, casa, formação. Ah, outra coisa conquistada nesse período dos 30&Alguns foi o amadurecimento.

3. O que eu gostei/gostava nos 30&Alguns? Eu tinha mais autocontrole financeiro, as coisas eram mais baratas. Sabe a minha casa lá atrás? Pois é, foi-se. Mas o que ficou desse período foram os desafios propostos - nem todos foram vencidos, mas continuo na luta; as amizades feitas e que até hoje estão ao lado, caminhando, do lado esquerdo do peito; ter aprendido a ter paciência, a ser tolerante, a acreditar na vida e no ser humano (apesar de tantos exemplos que nos desencorajam a fazer isso); e a ter refinado o meu senso de humor, que agora nos “enta”, está mais apurado do que nunca.

Taí o meme. Espero ter feito direitinho :D

Quem quiser, claro, pode continuar. Mas prá não quebrar a corrente dos memes (coisas terríveis podem acontecer), eu vou convidar o Sampson prá participar.

Bruno, valeu pelo convite!

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Jovens tardes de domingo e uma pilha de lp’s

Ou mais um surto nostálgico desse que vos bloga…

preto com um buraco no meio e um braço arranhando

 

Vinil. Alguém aí ainda tem algum guardado, nem que seja como recordação?

Ainda tenho 86 lp’s aqui comigo, guardadinhos {e prometo fazer um post sobre eles brevemente}.

A limpeza dos meus discos me fez lembrar de um tempo muito importante na minha vida, onde eu fazia o que mais gostava: ouvir música!

Pelo menos um final de semana por mês, eu saía de casa com um monte de vinis debaixo do braço e ia passar o dia na casa de Jorge.

Jorge é um amigo quase irmão que conheço há uns 25 anos ou mais um pouquinho. Jorge sempre foi o meu norte musical no que se refere à música brasileira.

Jorge morava numa casa de tamanho médio, mas que tinha um quintal lateral enorme, com árvores frondosas que faziam uma sombra deliciosa. E uma delas dava abacates gigantescos!

Então, das dez da manhã às nove da noite, ficávamos submersos no oceano da música.

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Sobre o perigo de colocar filhos no mundo

“Pai e Filho, praia do Chile”. Foto de Rafael Maglioni.

 

Gosto muito daquele poema do Vinícius que começa assim: “Filhos…filhos?/ Melhor não te-los!/Mas se não os temos/Como sabe-lo?”

Na época em que eu e minha esposa ficamos grávidos, a insegurança era um dos sentimentos mais presentes.

Depois que a filhota nasceu, o pavor tomou conta de mim: “e agora? Como cuidar? Vou ter dinheiro suficiente? E se eu morrer agora, o que vai ser dela? Como segurar sem derrubar? Porque ela ta chorando tanto? Ai meu Deus, ta tão quietinha…será que ta respirando?

Enquanto isso, passado o temor inicial, a mãe seguia pelos dias sem tanto stress assim – mãe é mãe, é divino, não tem jeito…

Uma nova vida é um sinônimo de esperança, de coisas boas, de perpetuação da espécie humana no que ela teria de melhor.

Porém, nas últimas semanas, cheguei a comentar com Tita: se fosse hoje, eu ia pensar muito antes de ter um filho.

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 Blogueiro de molho…e pensando em gadgets

Desculpem a ausência, mas fui contaminado pela epidemia de cálculo renal {popularmente conhecida como pedra nos rins} que está tomando conta da cidade do Recife.

Domingo à noite, estava eu alegre e faceiro preparando a atualização do Macaxeira, entre outras tarefas acadêmicas, quando comecei a sentir uma dorzinha chata, que foi crescendo, crescendo e me absorvendo.

E de repente eu me vi assim, completamente dolorido…

Corri para o hospital, sofri com uma injeção de Buscopan que doeu mais do que a dor do cálculo renal e fiz xixi num potinho!

Voltei para casa na madrugada da segunda-feira e voltei horas mais tarde para ver os resultados. Tive que fazer outro exame de urina, levei outra injeção de Buscopan, tiraram meu sangue e fiz uma ultrasonografia.

Batata! Cálculo Renal – ou pedrinha no rim esquerdo.

Só que, nas 12 horas que passei no hospital, chegaram mais quatro casos de dores por causa de cálculo renal.

É ou não é uma epidemia?

Estou de molho, em breve volto às atividades normais.

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Eu tenho um clone. E você?

Diz o senso comum que cada pessoa no mundo tem um duplo, um sósia, um indivíduo que tem algumas características física em comum que as tornam semelhantes.

Claro que nada a ponto de serem confundidos como os gêmeos univitelinos, mas a ponto de acontecerem pequenas confusões sem maiores conseqüências – ou não.

Só para ficar no terreno das celebridades, vejam as semelhanças abaixo:

Rogéri Ceni e Luciano Huck
Rogério Ceni e o apresentador Luciano Huck

 

Débora Secco Fernanda de Freitas
Débora Secco e Fernanda de Freitas

Serra e Homer

Jose Serra e Homer Simpson

Bush irmão de Bush
George Bush e seu irmão.

Ser confundido com outra pessoa é coisa comum pra mim. Já perdi a conta das vezes em que fui abordado na rua ou no ônibus por pessoas que acharam que eu fosse o meu clone.

Sim, clone.

Porque, diante da quantidade de vezes que isso aconteceu, só posso ter alguém talhado e esculpido {um tio meu dizia “cagado e cuspido”…eca!!!!!!} à minha imagem e semelhança aprontando por aí.

A maioria foram confusões simples….uma vez, tinha acabado de entrar num ônibus e antes de me sentar, um casal que estava descendo começou a acenar pra mim; aí, o cara falou: “passa lá em casa domingo, vai ter o churrasco do aniversário dela”- e apontou para a mulher. Ela completou: “não falta não, visse? E leva a namorada…”

Pra não desapontar o casal na frente de tanta gente, levantei o polegar e disse “Ta”. Eles desceram felizes.

Já fui confundido com pai, padrinho, irmão, chefe, cunhado, marido, afilhado e por aí vai. {Eu tenho um clone até na blogosfera!! – se bem que talvez EU seja o clone, pelo simples fato dele ter chegado primeiro…}

Era até divertido.

Até que uma dessas confusões me deixou assustado até hoje.

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Hã…não é nada disso que vocês estão pensando, viu?

O negócio é que já cheguei àquela fase da vida na qual você tem que começar a se preocupar com tudo. E você descobre que se tivesse se preocupado uns dez anos antes, não estaria perdendo o sono agora.

Tinha um colega de trabalho que já dizia, quando eu tinha uns vinte anos: “aproveita a vida agora, pois quando você chegar nos enta, a coisa fica feia.”

Mês passado, fiquei doente, tive febre, dores no corpo, enxaqueca. Aí pensei: é uma virose, coisa comum. Fui ao médico assim mesmo {evito ir a médicos, quando é possível. Não gosto deles}. Batata. Era uma virose. Uma semana de licença. Mas, aproveitando que já estava no médico, pedi um check-up geral, já que não fazia exames uns bons dois anos e lá vai fumaça – e tenho que manter o controle, tem história na família de diabetes e hipertensão.

Boas notícias: colesterol, glicose, ácido úrico, esses trastes, todos em ordem. Até o meu colesterol bom está acima da média.

Mas os triglicerídeos estão altinhos – 198, num limite aceitável de 150.

Resultado: regime. Tudo integral, evitar frituras, evitar coisas muito doces, evitar molhos de queijo!!

O Horror!! O Horror!!

E ainda tenho que fazer exercício prá perder peso e a barriga – que, sinceridade, tá feiosa mesmo.

Mas cadê a coragem? O regime até que comecei, a passos de tartaruga, mas comecei. Minha sorte é que sempre gostei desses trecos naturebas, de vez em quando batia uma fase saudável e eu só comia essas coisas diet, light, sem colesterol e etc. Então, sem stress nesta parte…

Mas caminhar, academia…

Pois é, depois dos quarenta, você até que tenta levar uma vida normal, mas…

Então, jovens, se cuidem: os enta estão chegando!!

Postado ao som de Physical, de Olivia Newton-John

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Respondendo ao Meme: 10 perguntas

O Sampson Moreira, do Inovavox, indicou, para quem quisesse participar, um meme onde você tem que responder 10 perguntinhas simples. Então, entrei na onda. Vamos lá:

  • Pegue o livro mais próximo, veja a página 18 e transcreva a linha 4:

É um livro sobre comunicação – O Processo da Comunicação, de David K. Berlo -{a área que leciono…}: “…e a análise do próprio objetivo do receptor ao empenhar-se na…”

Suspense…o que vem depois de na?

  • Conta a última coisa que você viu na tv?

Ontem de madrugada, assistindo Rambo, na Globo. Antes de cair no sono, ainda vi quando Richard Creena chega e diz pra todo mundo: “Cês tão fudido. Meu menino vai estraçaiá cês tudinho”.

Hã… ele não diz com essas palavras, mas o sentido era esse.

  • Além do barulho do computador, o que você mais escuta no momento?

Como assim, barulho do computador? Ta dizendo que meu potente é uma lata velha? Meu computador não faz barulho.

O barulho aqui é do ventilador, dos passarinhos cantando, da panela de pressão cozinhando o feijão e o tléc tléc do teclado…

  • Quando você riu pela última vez?

Foi uma risada bem sem graça…ontem à noite, com a gargalhada do Bira ao ouvir uma piada sem graça contada pelo Jô Soares.

  • O que há nas paredes onde você está neste momento?

Um armário de parede de três portas, abarrotado de revistas em quadrinhos, Rolling Stone’s {a revista, não os integrantes da banda} e livros de comunicação.

  • Como você está vestido neste momento?

“É pra seção Estilo da revista Rolling Stone?” – calção do pijama {rasgado} e sandália = é pra combinar com o ventilador, que aqui em Recife o calor ta de matar.

  • Algo que os blogueiros não saibam de você?

Estou acima do meu peso ideal…alguém aí tem uma dieta pra blogueiro preguiçoso? Além disso, sou cartunista e fiz uma dissertação sobre super-herói nacional nos quadrinhos.

 

  • Como são suas mãos?

Fofinhas, gordinhas e cheinhas {minha filha sempre diz isso}

  • O que você vê pela sua janela?

Um pedacinho quadrado do céu azul do Recife – não, eu não estou preso, é que o computador fica num quartinho nos fundos do apertamento e a janela basculante é pequenininha.

  • Que imagem poderia te definir?

Um gordinho que não é gordo {essa barriga atrapalha o meu look}

 

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