Um blog de raiz
23 Jul 2008
Com a estréia do aguardado Batman, O Cavaleiro das Trevas, segundo filme do revival do morcegão pelas mãos do diretor Cristopher Nolan, veio à tona a seguinte questão: o Robin terá vez nessa nova série?
A primeira voz a se levantar contra a idéia foi a do ator Christian Bale, que interpreta o morcegão. Ele chegou a dizer que se essa idéia fosse adiante, ele abandonaria o barco.
Pelas experiências anteriores da participação do menino-prodígio nos filmes do Batman (aquelas bombas dirigidas por Joel Schumacher) dá prá ficar assustado. Mas no meio dessa discussão toda, ainda não vi ninguém dando um bom argumento, seja a favor ou contra a aparição do personagem na franquia cinematográfica.
Mas, afinal, qual a função do colorido e juvenil Robin para um personagem sombrio e amargurado como o Batman? Como é que esse pivete surgiu? Quantas pessoas já assumiram o manto do Robin? Vale a pena enfiar o garoto no próximo filme do morcegão? Afinal, que fim levou o Robin?
Batman, o vigilante impiedoso e o garoto do circo
Quando surgiu, em 1939, o Batman era um personagem muito diferente do que conhecemos hoje, principalmente por um detalhe: ele matava!
Se hoje o morcegão é totalmente avesso à armas, naquele tempo ele era um vigilante que não tava nem aí prá saúde dos seus inimigos - e ele usava uma pistola!
Enquanto o Super-Homem, que no início também não tinha essa preocupação em preservar a vida de seus inimigos, logo se tornou um exemplo de bondade a ser seguido, o Batman era um personagem muito violento e sombrio para o público-alvo daquele contexto histórico: as criancinhas.
Para amenizar a violência do personagem e deixá-lo mais atraente para o público infantil (além de lhe dar um interlocutor para que ele não passasse as histórias pensando demais ou falando sozinho), Bob Kane, Bill Finger e Jerry Robinson criaram o Robin, um dos mais importantes personagens do universo do Batman.
Robin (o garoto Richard Grayson) apareceu na revista Detective Comics #38 (1940) e o que mais chamava atenção eram as cores do seu uniforme: amarelo, verde e vermelho, que constrastavam violentamente com os tons sombrios do Morcego. Ele fazia parte de uma família de trapezistas chamada Os Graysons Voadores. Quando seus pais foram assassinados em plena apresentação, Bruce Wayne o acolheu em casa e tornou-se seu tutor. Ao resolver o caso e punir o assassino do menino, Batman ofereceu a ele a chance de se tornar seu parceiro na luta contra o crime. Surgia uma lenda.
Dos anos 40 até o final dos anos 60, Batman e Robin (e todos os demais personagens de sua galeria) estavam longe da seriedade - principalmente nos anos 60, quando a série de tv estabeleceu uma nova abordagem, transformando todo o universo do personagem em piada.
Mas foi graças a essa série galhofa que o personagem voltou à mídia. E daí, despertou o interesse da DC Comics em resgatar as origens do personagem, o que veio a acontecer nos anos 70, com a excelente fase de Dennis O’Neil, Neal Adams e Dick Giordano.
Embora pareça estranho um cara sisudo e sombrio andar prá cima e prá baixo com um garoto de calças curtas e cores alegres, diversos roteiristas começaram a criar toda uma aura ao redor do Robin, transformando-o num elemento imprescindível nas histórias do morcego, fazendo até com que os leitores esquecessem o ridículo uniforme.
Dick Grayson cresceu e criou independência. Tornou-se líder do grupo de heróis juvenis Novos Titãs. O Batman passou a agir sozinho, como no início da carreira. Depois de uma série de aventuras, Robin deixou de existir e Dick assumiu a identidade do Asa Noturna, que mantém até hoje.
Robin II: morte em família
O segundo Robin foi Jason Todd. Ele era um garoto de rua e foi descoberto pelo Batman quando tentava roubar os pneus do Batmóvel. Invocado, o garoto, não?
Logo depois, Batman treina o rapaz e oferece a ele a chance de ser o segundo Robin. Impulsivo e rebelde, o personagem não caiu nas graças do público, que numa votação por telefone decidiu que o mesmo deveria partir dessa prá melhor.
Isso aconteceu na história Morte em Família, onde o Coringa mata o menino-prodígio de forma brutal (se bem que Jason Todd voltou dia desses do mundo dos mortos…)
Depois do trauma da morte de Todd, Batman decide que nunca mais vai arriscar a vida de outro jovem no papel de Robin (Dick Grayson levou um tiro e ficou à beira da morte numa história dos anos 70).
Bem, tava na cara que isso não ia durar muito tempo.
Robin III: o melhor
Tim Drake foi introduzido no universo do Batman de forma retroativa: ele presenciou a morte dos pais de Dick Grayson no circo e a partir daí, começou a interligar todos os eventos ligados a Bruce Wayne, Batman e Robin, deduzindo que o milionário de Gotham e seu pupilo eram, na verdade, os super-heróis.
Anos depois, durante uma saga onde o Batman está fora de controle, atormentado pelas tragédias de sua vida, Tim Drake aparece com a missão de devolver a sanidade ao morcego e para isso convoca Dick Grayson para ajudá-lo.
Depois dessa série, Tim Drake tornou-se o terceiro Robin, mas só estreou ao lado do Batman depois de um árduo treinamento. Por isso, juntando suas habilidades naturais de dedução e conhecimento de computação com os ensinamentos daqueles que ensinaram tudo ao Batman (artes marciais, luta de rua, estratégia, etc…), ele tornou-se o mais completo dos parceiros do Morcego, suplantando até o primeiro de todos, Dick Grayson.
Recentemente, durante a saga Crise de Identidade, o pai de Tim foi assassinado e ele foi adotado por Bruce Wayne. Depois de um tempo sem atuar como Robin, ele já voltou a ativa.
Robin de saias (não é o que você está pensando)
Stephanie Brown era filha de um vilão da DC chamado Mestre das Pistas e decidiu atuar como a heroína Salteadora.
Quando Tim Drake se afastou temporariamente do cargo pelo fato do seu pai ter descoberto sua identidade secreta, ela assumiu temporariamente o posto de Robin, numa alusão à garota Carrie Kelley, que foi a Robin da mini-série O Cavaleiro das Trevas.
Mas sua passagem durou pouco e a menina morreu durante a saga Jogos de Guerra.
Carrie Kelley foi a última Robin e atuou ao lado do Batman sessentão da mini-série Dark Knight Returns, de Frank Miller, que acontece num futuro alternativo.
E no cinema, dá certo?
Acredito que toda essa celeuma em torno da inclusão ou não do Menino-Prodígio na seqüência de Batman- O Cavaleiro das Trevas tem que ser analisada do seguinte ponto de vista da adequação à mitologia/design dos filmes feitos até agora. Sendo assim, acho que ele é perfeitamente aceitável se:
- for um personagem que passe o realismo que tem dado o tom dos filmes até agora;
- seu uniforme fugir do tradicional e usar os mesmos tons sombrios dos filmes (deixem os nerds xiitas de plantão xingarem à vontade);
- ele não ficar falando “Santa seriedade, Batman!” a todo instante;
- ele não se comportar como um adolescente mimado;
- ele for interpretado por um ator competente.
Seguindo essas regrinhas, eu acho que dá samba. O personagem tem histórias solo marcantes, que podem ser utilizadas como base para sua inclusão. Nem que seja para uma breve apresentação que abra caminho para um filme solo do personagem, que mostre seu amadurecimento até sua transformação no Asa Noturna, outro ótimo personagem do univeso do Batman.
E você, o que acha de toda essa polêmica?
Sphere: Related Content13 May 2008
Este artigo tem como objetivo analisar a recente produção de adaptações de quadrinhos do gênero super-heróis e identificar as proximidades e distanciamentos que estes personagens sofrem a serem adaptados para o cinema.
O Cinema e as Histórias em Quadrinhos sempre caminharam lado a lado, e a aproximação entre estas duas linguagens faz com que elas sejam consideradas irmãs. Moacy Cirne, em seu livro Quadrinhos, sedução e paixão (2003) nos lembra que “(…) é possível apontar semelhanças significativas entre elas: decupagem, cortes, planos, enquadramentos (…)” – o que me faz lembrar de Scott McCloud, ao definir, em Desvendando os Quadrinhos (1995), os fotogramas de um filme como “uma hq beeem lenta”, e da definição do quadrinho como “cineminha de papel”, comum no Brasil dos anos 1950.
A indústria do cinema, percebendo o potencial mercadológico dessas histórias ilustradas, tratou logo de providenciar versões cinematográficas das mesmas. Assim, de personagens clássicos (Fantasma, Flash Gordon) a super-heróis (Capítão Marvel, Super-Homem), passando por graphic novels como V de Vingança, do cultuado Alan Moore (que prá não fugir da rotina, renegou a adaptação) tiveram suas adaptações para a tela grande.
Tendo em vista a amplitude do tema discutido aqui, tenho que fazer uma opção, ou um recorte – como se chama na academia – e focar minha análise no novo filão cinematográfico: a adaptação de hq’s de super-heróis.
A tradução intersemiótica
Pegando o gancho do desprezo de Alan Moore para com as adaptações de sua obra – em alguns casos com muita razão, vide Do Inferno, A Liga Extraordinária e a assustadora próxima adaptação, Watchmen -, os filmes baseados em quadrinhos dificilmente alcançam a unanimidade entre os fãs, chegando ao ponto de ter gente que não curtiu X-Men 3:O Conflito Final pelo simples fato de não ter rolado uma briga entre Colossus e Fanático, coisa comum nos quadrinhos.
O fato é que, ao transportar uma linguagem artística para outra, acontece uma tradução, semelhante à transposição de um texto de uma língua para outra. A tradução não é construída literalmente, transcrevendo tudo ao pé da letra, como se diz; isso não é possível pelo simples fato de existirem diferenças culturais entre os envolvidos. Assim, o tradutor faz uma adequação de uma linguagem à outra, para que a obra possa ser compreendida.
Então, para fazer um filme de super-herói que agrade, ao mesmo tempo, tanto àquele fã radical quanto ao espectador que nunca ouviu falar do personagem, a receita é simples: basta traduzir o essencial do universo do personagem para as telas. No caso dos X-Men, a mensagem principal criada por Stan Lee era o da luta contra o preconceito, a intolerância. Então, mutação se torna uma metáfora para todo tipo de discriminação; pois bem, isso foi mantido no filme – e aí está uma das razões para o seu sucesso.
Segundo o professor e artista intermídia Julio Plaza, em seu livro Tradução Intersemiótica {2003} a tradução Intersemiótica ou ‘transmutação’ pode ser definida como sendo aquele tipo de tradução que ‘consiste na interpretação dos signos verbais por meio de sistemas de signos não verbais’, ou ‘de um sistema de signos para outro, por exemplo, da arte verbal para a música, a dança, o cinema ou a pintura’, ou vice-versa, poderiamos acrescentar.”
Em poucas palavras, intersemiose é o diálogo entre duas linguagens artísticas distintas, como o cinema e os quadrinhos, por exemplo; a tradução intersemiótica acontece quando uma linguagem adapta para si os códigos da outra: a adaptação cinematográfica de um romance, a quadrinização de uma música, são alguns exemplos desse processo.
Quando isso acontece, é comum o resultado ter algumas diferenças básicas em relação à obra original, o que é perfeitamente compreensível, pois o texto fica a serviço dos códigos da linguagem adaptadora. Teoricamente compreensível, mas, na maioria dos casos, inaceitável por parte dos admiradores do original, o que gera comentários comuns como “o livro é melhor” - frase muito ouvida no cenário cultural pop atual por parte dos fãs de obras como “O Senhor dos Anéis”, só para ficar no caso mais famoso.
Isso se deve ao fato de que na verdade a obras foi traduzida para a nova linguagem, e não transposta; tradução implica numa deliberada escolha de elementos mais significativos da obra original que continuem sendo significativos na nova linguagem. Assim, todos os “excessos” que não funcionariam são deixados de lado.
Como estratégia para agradar um público mais universal, algumas adaptações cinematográficas de hq’s se distanciam de seus modelos; no entanto, ultimamente podemos ver adaptações mais fiéis às obras originais - chegando ao extremo de uma total transposição do quadrinho para a tela.
Categorias de análise
Para exemplificar, escolhi quatro filmes, que vão desde o distanciamento total da obra original até a fidelidade máxima, passando pela tradução propriamente dita e por um exercício de narrativa.
Tão longe…
Mulher-Gato (2004), com Hale Berry. Dirigido por Pitof.
Eu poderia ter escolhido qualquer outro filme baseado em hq para exemplificar o total distanciamento de uma adaptação para com a obra original - alternativas não faltam. Mas Mulher-Gato beira o ridículo.
Quando Michelle Pfeiffer apareceu vestida de couro preto remendado no filme Batman - O Retorno, todos esperavam ver, na seqüência, um filme solo da personagem com a loira no papel principal. Anos depois, a decepção.
Nos quadrinhos, a Mulher-Gato é Selina Kyle, uma ladra sofisticada, que tem uma relação conturbada de amor/ódio com Batman. Era tão simples realizar essa adaptação, certo?
Mas o estúdio optou por mudar o nome da personagem (que passa a se chamar Patience Price), apagar suas características principais, retirar qualquer menção ao universo do homem-morcego…
Resultado: o esperado e merecido fracasso.
Tão Perto…
Sin City (2005), com Mickey Rourke e Bruce Willis, dirigido por Frank Miller e Robert Rodriguez.
Aqui, não estamos diante de uma tradução, mas sim de uma perfeita transcrição de uma história em quadrinhos para um filme. Nesse caso, os enquadramentos, ângulos, diálogos, passagens quadro a quadro, foram fielmente “copiados” para a tela do cinema.
Essa estética, adotada igualmente em 300, de Zack Snyder, tem como objetivo ser o mais fiel possível à obra original. Para fãs radicais, um delírio visual e narrativo.
No entanto, como produto de cinema, como filme, Sin City fica devendo em termos de linguagem, pois se preocupa demais em não se distanciar de suas origens quadrinísticas; então, nesse sentido, fica indeciso entre ser cinema e hq e termina se tornando um híbrido que não resiste a uma segunda olhada.
Traduzindo…
X-Men 2 (2003), com Hugh Jackman, Patrick Stewart, Ian McKellen, dirigido por Bryan Singer.
Também poderia ter escolhido outros filmes, até mais recentes, para ilustrar a categoria tradução. Mas continuo achando que X-Men 2 é uma das melhores adaptações de um universo de quadrinhos para o cinema.
Aqui, Bryan Singer faz uma tradução intersemiótica perfeita, ao transpor para a linguagem cinematográfica todos os elementos seminais que formaram a história dos mutantes nos quadrinhos. As características de cada personagem, como comportamento e relação interpessoal, os conflitos que os motivam a lutar, a metáfora original criada por Stan Lee sobre preconceito…tudo está lá, bem colocado, de uma maneira que o torna realista, crível aos olhos de quem nunca viu os mutantes nos quadrinhos, e ao mesmo tempo reconhecível para velhos leitores.
Claro que, dentro dessa categoria, ainda podemos citar Homem-Aranha 2, Batman Begins e o recente Homem de Ferro, mas X-Men 2 foi o filme que mostrou que pode existir inteligência nas adaptações de histórias em quadrinhos. Pena que Singer não repetiu o tento no triste Superman Returns.
Experimentando o quadrinho na tela…
Hulk (2003), com Eric Bana, Jenniffer Connely e Nick Nolte, dirigo por Ang Lee.
Eu gostei do filme de Ang Lee. Sério. Tirando o final, que é ruinzinho, o filme dá uma abordagem diferente do que todos esperavam do personagem que “esmaga homenzinhos”.
Mas o grande achado do filme é a tentativa de Ang Lee de recriar na tela do cinema a experiência de leitura de uma história em quadrinhos, usando uma narrativa cheia de quadros e requadros, em enquadramentos típicos dos quadrinhos.
Além disso, a inovadora abordagem psicológica da dupla personalidade do verdão tornou-o mais interessante e palpável do que sua tradicional persona nos quadrinhos.
Uma das melhores adaptações de um personagem de hq para o cinema, para o bem ou para o mal.
Só espero que Watchmen e The Spirit, quando chegarem, fiquem bem encaixadinhos na terceira categoria.
Este post faz parte do projeto Blogueiro Reporter, uma iniciativa do Edney Souza.
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30 Jan 2008
Hoje se comemora o Dia do Quadrinho Nacional. Mas, por que foi esta data foi escolhida?
Porque foi no dia 30 de Janeiro de 1869 que o italiano radicado no Brasil, Ângelo Agostini, publicou o primeiro capítulo de As Aventuras de Nhô-Quim ou Impressões de uma Viagem à Corte, no jornal O Cabrião. Foi a primeira história em quadrinhos, em seqüência e com um personagem fixo, no Brasil. Nhô-Quim é importante para a arte dos quadrinhos mundiais por apresentar inovações que serviram como um balão de ensaio para a obra-prima que veio em seguida: As Aventuras de Zé Caipora ( de 1883).
Angelo Agostini nasceu no ano de 1843 em Vercelli, no Piemonte (Itália) e passou a infância e a adolescência
Excelente desenhista, caricaturista e crítico mordaz, foi um dos maiores defensores da Abolição e das causas democráticas e republicanas. Só por causa dessas atividades Agostini já entraria para a História da arte brasileira, mas a publicação do primeiro capítulo das aventuras deNhô-Quim o faz entrar para a História mundial dos quadrinhos.
Revolucionária no uso de elementos narrativos da linguagem dos quadrinhos que só viriam a ser “descobertos” no século seguinte e por adotar um estilo realista de desenho indo de encontro à estética cartunesca vigente no período, a saga de Zé Caipora começa com uma deliciosa comédia de erros e depois se transforma numa grande aventura, emocionante e realista onde o personagem aos poucos se revela um herói épico; Agostini experimenta ousadas diagramações de página, enquadramentos cinematográficos, grandes cenas panorâmicas, coloca os personagens em situação dramática e cria a primeira heroína universal dos quadrinhos: a índia Inaiá. Toda essa revolução pode ser apreciada no álbum As Aventuras de Nhô-Quim & Zé Caipora: os primeiros quadrinhos brasileiros, um belíssimo trabalho organizado pelo professor Athos Eichler Cardoso e publicado pelo Senado Federal, de onde retiramos as imagens que estão aqui.
Agostini também foi o inventor da “revista em quadrinhos”: devido ao grande sucesso de Zé Caipora, ele compilou os capítulos semanais do personagemem fascículos mensais, que também foram sucesso de vendas. Seu personagem ainda inspirou cançonetas e virou filme! Além disso, o artista ainda foi um dos fundadores da mais importante revista infantil brasileira: O Tico-Tico.
Angelo Agostini esteve à frente de sua época, criou um estilo, influenciou e tornou a caricatura, a sátira política e os quadrinhos parte de nossa nascente imprensa. Por esses feitos, o dia 30 de janeiro ficou instituído como o Dia do Quadrinho Nacional.
Mas, temos o que comemorar neste dia? Descubra isso no blog da ACAPE.
Fonte: Athos Eichler Cardoso
26 Oct 2007
No último dia 20, na Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia, situada na Rua do Bom Jesus, bairro do Recife Antigo, foi realizada a primeira edição recifense do 24 Hour Comics Day, um evento mundial, que neste ano aconteceu em 18 países - totalizando 87 eventos.
No Brasil, além do Recife, o evento também foi realizado na Bahia, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em Curitiba.
Quer ver mais detalhes?
Visite o blog do Recife 24 Hour Comics Day;
visite o site oficial do evento;
e conheça os ganhadores no Blog da Acape.
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