T menos 24 horas e contando…
Não tem jeito. É só dezembro apontar que começa a bater aquela velha sensação de que tudo está por um fio.
Não, não tem nada a ver com fim de mundo, catástrofes e similares. Tem a ver com fim de um ciclo, de uma etapa de vida.
E aí, começam as autocríticas: quais foram os erros de 2008? O que poderia ter saído melhor? Quais as promessas não cumpridas? Quais as metas não alcançadas?
Claro que enalteço o que de legal aconteceu, onde acertei, mas não tem jeito: o que saiu de errado me assombra nesse período.
Fica aquela ansiedade de que algo está no fim, que não dá mais prá voltar atrás e consertar as coisas. Nesses dias, nada funciona direito. Hoje, por exemplo, foi um dia complicado para trabalhar – até porque, com o esquema de rodízio, o prédio todo ficou quase deserto, com alguns zumbis (como eu) zanzando prá lá e prá cá, usando a internet, conversando bobagem e contando as horas prá largar e ir prá casa. Tenebroso. E produtividade zero.
Aí, de repente, quando chega a meia-noite do dia 31, me vem aquela emoção gostosa de sentir que vencemos mais um ano, que a família está aqui, ao lado, de pé, com saúde, esperançosa para o futuro que já chega daqui um minuto.
Os fogos, os abraços, as lágrimas, o sorriso verdadeiro ao desejar um “ano novo cheio de saúde, paz, alegrias e conquistas”; um brinde, uma prece ao bom Deus pela vida, a lembrança dos que se foram, a lembrança dos que estão distantes…
Depois, é só festa, comida, bebida, música, fogos de artifício iluminando o céu.
Dia seguinte, dia novo, ano novo.
O que nos aguarda lá na frente? Já não é mais o futuro, é o agora, é o presente.
E aí, a sensação de fim não existe mais. Agora, é um misto de esperança e insegurança.
Vamo que vamo! Um 2009 arretado de bom prá todos que acompanham o Macaxeira Geral! E até o próximo ansioso post de fim de ano…
T menos 364 dias e contando…

