Falta de tempo, problemas pessoais, falta de dinheiro, pc doente e a maldição da página em branco…

Prá não perder o ritmo, vamos de pequenos comentários sobre notícias que merecem comentários…ou não.

1. Seqüestro

Quando Lindembergue Fernandes Alves (não é que esse cara tem o mesmo sobrenome que o meu?) apareceu na janela, por trás de Eloá, mostrando a cabeça com toda a clareza, juro que a imagem que me veio à mente foi a dele caindo com um disparo dado por um atirador de elite.

Até agora não consegui entender porquê não fizeram isso. “Ah, mas o rapaz não era um criminoso, era uma situação passional, blá blá blá”.

Nesse ponto concordo com a postura da polícia norte-americana (que uma amiga chamou de ‘fria e alvoroçada’): se o sujeito (ou a sujeita) está ameaçando vidas, ele passa a ser um criminoso.

Não é o caso de já chegar dando porrada, não: negocia, mas dentro de um limite. Não cedeu, tá aparentando que vai partir prá grosseria com os reféns, invade o cativeiro ou tenta eliminar a ameaça de longe.

Simples assim.

Será que ninguém tinha um sniper por perto?

Prá fechar, recomendo ouvirem o PodChá 8, da Liliana Pellegrini, do blog Chá de Hortelã. Ouçam! Vocês não vão se arrepender.

2. Seqüestro 2

Lá estava eu assistindo o último jornal da noite quando entra a notícia de dois irmãos, um com quinze e outro com doze anos, que foram presos por que estavam seqüestrando menores de idade e exigindo resgate! O objetivo deles era juntar dinheiro prá fugir da cidade.

Confesso que depois dessa eu desabei, desliguei a tv e fui dormir.

Meu Deus…

3. Há esperança para a raça humana?

Pelo menos no terminal de passageiros situado no bairro da Macaxeira, em Recife, não.

Lá, a barbárie retornou com toda a força.

Hunos se digladiam ferozmente para conseguir um lugar no ônibus, não respeitando filas, idosos, crianças ou deficientes físicos. É a lei do mais esperto, do mais cara-de-pau.

Todos os civilizados formam a fila e ficam aguardando pacientemente o ônibus; de repente, uma horda de pessoas começa a se aglomerar num cantinho.

Quando o ônibus chega, essa horda passa na frente de todo mundo, na maior cara dura. E ai de quem reclamar: leva uma vaia, é chamado de otário e por aí vai. Por isso, faz um tempo que não vejo reações contrárias aos fura-filas.

E a fiscalização do terminal? Hããã…fiscal? O que é isso?

Mas, parece que a barbárie não é exclusiva só do Recife, como podemos ver nesse breve relato da Bárbara Axt sobre sua passagem pelo Rio.

Vou comprar uma bicicleta e ir pro trabalho pedalando.

4. Faroeste caboclo

Ontem, no bairro de Tejipió, zona oeste do Recife, um casal foi abordado por uma dupla de motoqueiros e a mulher entregou sua bolsa; o marido, que dirigia uma Pajero, perseguiu e atropelou os bandidos, que tiveram fraturas e ferimentos diversos e foram dominados pela PM.

Com este, já são sete os casos de ladrões que foram vítimas de suas vítimas no Recife em 2008. Nos dois mais recentes, um homem que tinha acabado de assaltar um ônibus foi morto com um tiro pelas costas, desferido por um passageiro, que em seguida arrancou a câmera de segurança do veículo e fugiu; o outro caso foi o de um dono de pizzaria que matou um homem que tentava assaltar o estabelecimento.

Quer dizer, além de termos voltado à barbárie (como visto no item 3), agora também voltamos ao velho oeste norte americano, com bandidos e civis trocando tiros no meio da rua, à qualquer horário. Sinistro.

Mas isso é um reflexo da falta de investimento do Estado em políticas preventivas e coercitivas; aí, a população começa a ficar revoltada e a agir por conta própria. É o conceito do “vigilante”, aquele que faz justiça com as próprias mãos. Embora eu não consiga sentir pena dos atropelados (eles até que ficaram bem na foto, com braços engessados e cabeças enfaixadas), não é desse jeito que as coisas se resolvem.

Imagina se uma bala doida pega uma pessoa na rua, que não tem nada a ver com o duelo?

5. E a Vivo chegou…

Ontem passei em frente a uma loja da operadora Vivo, que chegou em Pernambuco semana passada, e tomei um susto: tinha tanta ocupando o mesmo lugar no espaço que aquela velha lei da física deve ter sido quebrada.

Povo gosta mesmo de novidade, né? Antes de me animar muito, fui no site da operadora ver qual era. Por enquanto, fico mesmo com a minha problemática OI – enquanto a portabilidade não vem -, até porquê os planos são apenas de Vivo para Vivo.

Semana passada já tinha loja com chip esgotado; e ontem a operadora suspendeu um promoção, das três que estava oferecendo, com o argumento de que é melhor parar agora do que oferecer um péssimo serviço aos clientes (entenda-se: falta de sinal por excesso de demanda).

(In)direta para a OI?

Segundo uma fonte interna da OI, esse problema de falta de sinal vai ser resolvido esta semana, com o início das operações de novos equipamentos para expansão da rede, que custaram alguns milhões de reais. É esperar prá ver.

Enquanto isso, neste exato momento, meu celular OI está sem sinal.

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