Macaxeira Geral

Um blog de raiz

Arquivo de October de 2008

Hoje é o Dia Mundial da Animação. Prá comemorar, fiz esta animaçãozinha tosca no programa Pivot Stickfigure Animation, que é free e pode ser encontrado neste link.

Podem vaiar, mas valeu a intenção, né?

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O serviço público não é mais aquele

Um pouquinho de história

Quando eu tinha 17 anos e fui tirar a minha carteira funcional, na Delegacia Regional do Trabalho, aqui em Recife, pude comprovar tudo aquilo que falavam do servidor público: que eles não faziam nada, que eram incompetentes, que pediam um trocadinho para o cafézinho e por aí vai.

Fui mal atendido (assim como todos que estavam na fila), os funcionários mal olhavam prá você, não explicavam as coisas direito; dias depois, no prazo estipulado, fui buscar minha carteira e ela ainda não estava pronta.

Quando ficou pronta, o funcionário, antes de me entregar, pediu um dinheiro pro café; meu pai, que me acompanhou dessa vez, disse um sonoro “não” e completou: “eu já pago o seu cafézinho todos os meses“. No caminho prá casa, ele me explicou como funcionava o serviço público e quem pagava a conta.

Isso foi em 1982. Em 1983, consegui meu primeiro emprego, num banco privado.

Cinco anos depois, já estressado com o emprego de bancário, quase pedindo as contas, prestes a dar umas bifas na cara do gerente administrativo, recebi um telegrama me convocando prá assumir uma vaga de assistente administrativo na Universidade Federal de Pernambuco, resultado do concurso que tinha feito um ano antes. Dei adeus à minha nada promissora carreira no universo bancário e escapei de ser preso por agressão.

E assim, lá se vão vinte anos de serviço público.

Serviço Público Federal: o que mudou

O primeiro susto que tomei quando comecei, no dia 19 de dezembro de 1988, foi o de perceber que ali ninguém fazia corpo mole, todos trabalhavam muito, atendiam bem as pessoas e cumpriam seus horários; ninguém deixava o paletó pendurado na poltrona e desaparecia (a mais emblemática imagem de um serviço público ineficiente).

Claro que haviam excessões. Mas no banco privado onde trabalhei também tinha gente assim, que levava o trabalho com a barriga. A diferença é que esses não duravam muito e eram logo eliminados. O servidor público encostado e faltoso se ampara na muleta da estabilidade e do corporativismo e nunca é posto prá fora. Infelizmente, isso ainda dura até hoje.

Mas o universo do emprego público mudou muito nesses vinte anos. Hoje, o mote é capacitação. O perfil do servidor público sofreu um upgrade em duas décadas e arrisco dizer que a força de trabalho, atualmente, é uma das mais qualificadas de todos os tempos.

Tomo como exemplo a UFPE. Quando entrei lá, existiam servidores analfabetos realizando suas funções. Casa de ferreiro e espeto de pau era amelhor definição prá situação. Um absurdo.

Hoje, qualificar o seu quadro de pessoal é uma das metas da UFPE; foram criados programas de capacitação para todos os três níveis (auxiliar, médio e superior), cursos preparatórios para o vestibular, cursos de especialização em gestão pública (a primeira turma já se formou e a segunda começa mês que vem), bolsas para especializações em diversas áreas, incentivo à participação em congressos da categoria.

Além disso, por conta própria, vários servidores possuem títulos de especialista e mestre.

O único porém ainda é o impacto financeiro de tudo isso, pois se comparados aos do legislativo e judiciário federal, os salários da educação são os piores. Mas isso é com o Lula…

Mas é muito bom entrar numa sala de aula e compartilhar o conhecimento com servidores de diversas idades, com suas histórias de vida e experiências. O último que fiz foi o de “Ferramentas de Gestão”, onde fiz amigos e aprendi coisas que levo prás minhas atividades e prá vida aqui fora.

Por isso, hoje, 28 de outubro, é um Dia do Servidor Público especial. Parabéns a todos os que trabalham com seriedade, compromisso, respeito e amam o que fazem.

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Um ano de Macaxeira Geral

No dia 22 de outubro de 2007, com esse post, eu entrava na blogosfera com muito medo.

Medo porque foi uma decisão muito rápida. Eu já tinha começado uns quatro blogs sobre quadrinhos que não tinham passado do post de apresentação e das promessas (todos no Blogger).

Aí desencanei e deixei prá lá.

Foi quando no início de 2007 um amigo me falou de como os blogs estavam se tornando a mídia da vez, que tinham mudado, que não eram mais simples diários pessoais de miguxos. Com a conversa se direcionando para o tema “ninguém lê uma notícia completa,só o título”, ele me falou do blog do Carlos Cardoso e de um post que tinha causado a maior polêmica.

Fui atrás prá ver qual era, cliquei no blogroll, descobri um monte de gente boa escrevendo e a partir daí eu estava fisgado. Eu decidi que queria ter um blog.

A princípio, achei que ele deveria falar só sobre quadrinhos, minha praia. Depois, achei que era melhor falar de tudo um pouco.

Não sei se foi a melhor opção, mas só sei que os quadrinhos ficaram em segundo (terceiro? quarto?) plano. Mas de vez em quando falo deles aqui.

Nessa jornada de um ano, aprendi muita coisa sobre blogs, mas ainda me considero um iniciante. Ainda tem muita coisa que não sei nem prá onde vai (pela simples falta de tempo em aprender), mas graças ao Wordpress as coisas funcionam meio que no automático, né?

Um ano depois, tem algumas coisas que preciso repensar: tema, foco, objetivos…

E alguns projetos para um futuro próximo: podcast, blog de cartuns, blog específico sobre quadrinhos…

Bem, tenho vários agradecimentos a fazer, porque nesse infinito universo bloguístico, ninguém vai muito longe sem uma pequena ajuda dos amigos, né?

Então, obrigado, principalmente, aos leitores do Macaxeira Geral: só estou aqui por vocês.

À todos os leitores que comentam, interagindo comigo e me mostrando onde erro e acerto, parabéns prá vocês!.

À Nospheratt, do Blosque, pela eterna força, pelas dicas, pela oportunidade de participar na Feed-se e, last but not least, pela amizade.

Aos blogueiros de Recife, sinônimo de conteúdo com qualidade e companheiros nessa jornada pelo universo bloguístico, com os quais aprendo um bocado: Yeltsin Lima, Érico Oliveira, Seu Paulo e Sampson Moreira.

E que venham mais 365 dias!

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Relaxa e goza, Marta (Já Vai Tarde!:P)

É, a piada do título é manjada e deve ter um monte de cartuns e charges que a usaram de ontem prá hoje, mas é o sentimento que toma este blogueiro.

Mas porquê me preocupar com o resultado da eleição de uma outra cidade, que fica em outro estado (SP), já que sou de Recife/PE, perguntarão vocês, meus fiéis leitores?

É que essa senhora merecia, mais uma vez, levar um revés por seu salto alto, sua prepotência e mais uma porrada de delitos político-comportamentais. Parabéns ao  povo de São Paulo pelo pontapé na bunda branquela da ex-ministra (e meus pêsames ao mesmo tempo, pois não acho que Kassab é a melhor opção, mas…)

Quanto ao resultado do Rio, fiquei na torcida pelo Gabeira, mas não deu: os cariocas foram muito conservadores (vejam só, é ou não é o final dos tempos?). Foi por pouco, mas perdemos - menos mal que não foi humilhante como a Marta, mas perdemos. Mas foi bonita a arrancada do Gabeira e acho que ele se gabaritou prá uma próxima investida, daqui a dois anos.

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Jair Rodrigues mostra sua casa nova

Revista Caras? Não, revista inTerValo, um dos elos perdidos do jornalismo de celebridades no Brasil, publicada pela Editora Abril nas décadas de 1960/1970.

Aqui, Jair Rodrigues mostra a sua mansão novinha, situada no bairro Aeroporto, em São Paulo. Em 1967.

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Vejam só a propaganda da revista Capricho, versão 1967: fotonovela, receita de compota e o ídolo da hora - Jerry Adriani -, além de contos, entrevistas e as tradicionais matérias sobre moda.

Adoro descobrir coisas assim e observar como conceitos, conteúdos e gostos mudam de geração prá geração. Na Capricho de 1967 você não iria encontrar matérias sobre sexo como encontra hoje, por exemplo, mesmo ela sendo publicada em um período de revolução cultural e comportamental.

Pelo slogan dá prá perceber que o público-alvo não eram as meninas de 12 a 18 anos (e será que tinha alguma publicação direcionada para essa faixa etária naquela época?) e sim mulheres mais maduras.

Foi uma das primeiras revistas femininas adultas da Editora Abril e passou por várias fases. Nos anos 1980, deu uma repaginada no conteúdo e voltou sua atenção para as adolescentes, público que a tornou um sucesso de vendas e que dá o tom da publicação até hoje.

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Drops de macaxeira

Falta de tempo, problemas pessoais, falta de dinheiro, pc doente e a maldição da página em branco…

Prá não perder o ritmo, vamos de pequenos comentários sobre notícias que merecem comentários…ou não.

1. Seqüestro

Quando Lindembergue Fernandes Alves (não é que esse cara tem o mesmo sobrenome que o meu?) apareceu na janela, por trás de Eloá, mostrando a cabeça com toda a clareza, juro que a imagem que me veio à mente foi a dele caindo com um disparo dado por um atirador de elite.

Até agora não consegui entender porquê não fizeram isso. “Ah, mas o rapaz não era um criminoso, era uma situação passional, blá blá blá”.

Nesse ponto concordo com a postura da polícia norte-americana (que uma amiga chamou de ‘fria e alvoroçada’): se o sujeito (ou a sujeita) está ameaçando vidas, ele passa a ser um criminoso.

Não é o caso de já chegar dando porrada, não: negocia, mas dentro de um limite. Não cedeu, tá aparentando que vai partir prá grosseria com os reféns, invade o cativeiro ou tenta eliminar a ameaça de longe.

Simples assim.

Será que ninguém tinha um sniper por perto?

Prá fechar, recomendo ouvirem o PodChá 8, da Liliana Pellegrini, do blog Chá de Hortelã. Ouçam! Vocês não vão se arrepender.

2. Seqüestro 2

Lá estava eu assistindo o último jornal da noite quando entra a notícia de dois irmãos, um com quinze e outro com doze anos, que foram presos por que estavam seqüestrando menores de idade e exigindo resgate! O objetivo deles era juntar dinheiro prá fugir da cidade.

Confesso que depois dessa eu desabei, desliguei a tv e fui dormir.

Meu Deus…

3. Há esperança para a raça humana?

Pelo menos no terminal de passageiros situado no bairro da Macaxeira, em Recife, não.

Lá, a barbárie retornou com toda a força.

Hunos se digladiam ferozmente para conseguir um lugar no ônibus, não respeitando filas, idosos, crianças ou deficientes físicos. É a lei do mais esperto, do mais cara-de-pau.

Todos os civilizados formam a fila e ficam aguardando pacientemente o ônibus; de repente, uma horda de pessoas começa a se aglomerar num cantinho.

Quando o ônibus chega, essa horda passa na frente de todo mundo, na maior cara dura. E ai de quem reclamar: leva uma vaia, é chamado de otário e por aí vai. Por isso, faz um tempo que não vejo reações contrárias aos fura-filas.

E a fiscalização do terminal? Hããã…fiscal? O que é isso?

Mas, parece que a barbárie não é exclusiva só do Recife, como podemos ver nesse breve relato da Bárbara Axt sobre sua passagem pelo Rio.

Vou comprar uma bicicleta e ir pro trabalho pedalando.

4. Faroeste caboclo

Ontem, no bairro de Tejipió, zona oeste do Recife, um casal foi abordado por uma dupla de motoqueiros e a mulher entregou sua bolsa; o marido, que dirigia uma Pajero, perseguiu e atropelou os bandidos, que tiveram fraturas e ferimentos diversos e foram dominados pela PM.

Com este, já são sete os casos de ladrões que foram vítimas de suas vítimas no Recife em 2008. Nos dois mais recentes, um homem que tinha acabado de assaltar um ônibus foi morto com um tiro pelas costas, desferido por um passageiro, que em seguida arrancou a câmera de segurança do veículo e fugiu; o outro caso foi o de um dono de pizzaria que matou um homem que tentava assaltar o estabelecimento.

Quer dizer, além de termos voltado à barbárie (como visto no item 3), agora também voltamos ao velho oeste norte americano, com bandidos e civis trocando tiros no meio da rua, à qualquer horário. Sinistro.

Mas isso é um reflexo da falta de investimento do Estado em políticas preventivas e coercitivas; aí, a população começa a ficar revoltada e a agir por conta própria. É o conceito do “vigilante”, aquele que faz justiça com as próprias mãos. Embora eu não consiga sentir pena dos atropelados (eles até que ficaram bem na foto, com braços engessados e cabeças enfaixadas), não é desse jeito que as coisas se resolvem.

Imagina se uma bala doida pega uma pessoa na rua, que não tem nada a ver com o duelo?

5. E a Vivo chegou…

Ontem passei em frente a uma loja da operadora Vivo, que chegou em Pernambuco semana passada, e tomei um susto: tinha tanta ocupando o mesmo lugar no espaço que aquela velha lei da física deve ter sido quebrada.

Povo gosta mesmo de novidade, né? Antes de me animar muito, fui no site da operadora ver qual era. Por enquanto, fico mesmo com a minha problemática OI - enquanto a portabilidade não vem -, até porquê os planos são apenas de Vivo para Vivo.

Semana passada já tinha loja com chip esgotado; e ontem a operadora suspendeu um promoção, das três que estava oferecendo, com o argumento de que é melhor parar agora do que oferecer um péssimo serviço aos clientes (entenda-se: falta de sinal por excesso de demanda).

(In)direta para a OI?

Segundo uma fonte interna da OI, esse problema de falta de sinal vai ser resolvido esta semana, com o início das operações de novos equipamentos para expansão da rede, que custaram alguns milhões de reais. É esperar prá ver.

Enquanto isso, neste exato momento, meu celular OI está sem sinal.

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Ahhh, Nara Leão…

…e ela ainda cantava como uma deusa!!!!

P.S.: Nos anos 1980, vi um dos últimos shows dela, no Teatro do Parque, aqui em Recife. Showzaço! E ela estava com um vestidinho lindo, que deixava ver seus famosos joelhos quando cruzava as pernas em cima do banquinho.

Mas eu juro que prestei atenção nas músicas!

Depois de Elis, Nara foi uma das maiores cantoras brasileiras. Prá quem não conhece, um bom cartão de visitas é a coletânea O Melhor de Nara Leão, que tem grandes sucessos dela como Opinião, A Banda e Carolina. Outra boa pedida é o dvd Programa Ensaio: Nara Leão 1973, que registra uma das melhores fases da cantora, interpretando grandes clássicos da mpb.

Prá quem gosta de Bossa Nova, recomendo Garota de Ipanema, onde Nara passeia com delicadeza por clássicos como Desafinado, Wave, Água de Beber e Samba do Avião. É figurinha carimbada nas Lojas Americanas físicas, sempre com um precinho camarada - comprei o meu por R$ 9,90. Mas você pode achar fácil na internet, como no site Música Brasileira Independente - MUBI.

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3 Segundos
João do Morro

Não adianta comprar um celular
que bate foto, filma, baixa jogos na internet
com bluetooth, slim, 3G... Pra ligar 3 segundos?!

Já virou moda ter um celular
você encontra em qualquer lugar
seja um mendigo, carroceiro, papeleiro
maloqueiro, maconheiro
tem um celular

A moda agora é ter um celular
pra bater foto ou então filmar
mas no fim do mês
bota 10 ou 5 conto
e não gasta 1 centavo na hora de telefonar

3 segundos...
- Alô, amor, tas aonde?
- To saindo de casa pra ir pro pagode.
Oh, não liga pra mim pra falar 3 segundos,
porque celular e mulher é coisa pra quem pode.

É coisa de liso
ligação de 3 segundos
isso é coisa de mulher lisa
ligação de 3 segundos
é coisa de homem quebrado
ligação de 3 segundos
é coisa de mulher quebrada
ligação de 3 segundos
tem celular que é pai de santo
ele só faz receber
ligação de 3 segundos
tem celular que é pai de santo
ele só recebe, só recebe, só recebe
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O elo perdido dos Paparazzi brasileiros

Em 1967, uma serelepe garota de 16 anos cabulou umas aulas para ficar de plantão na porta da casa do ídolo do momento, Wanderley Cardoso, e tirar umas fotos. Vejam o resultado:

Não é que a garota se saiu bem, com fotos dignas de um paparazzi?

A guria usa o pseudônimo de Paulistinha e pede pro editor não revelar o seu verdadeiro nome, senão a mãe ficaria onça com ela! :D

Acabei de descobrir o elo perdido dos paparazzi brasileiros!!!!

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