Um blog de raiz
5 Sep 2008
Uma das maiores vergonhas da humanidade é a fome, que em pleno século XXI ainda teima em passear pelo planeta, apesar dos avanços tecnológicos.
Palavra fácil nos discursos de políticos em campanha, a “fome” vira um mote para venda de promessas eleitoreiras, que logo são esquecidas após a posse.
Uma das mais contundentes denúncias sobre as mazelas da fome no mundo veio de um pernambucano, que se estivesse vivo completaria hoje cem anos.
Em 5 de setembro de 1908, nascia Josué de Castro, pernambucano cidadão do mundo, que virou símbolo do combate à fome em todas as partes do planeta.
Em janeiro deste ano escrevi uma resenha do livro Fome. Um tema proibido, que estava lendo na ocasião e que mexeu muito comigo. Já tinha lido Homens e Caranguejos, a única incursão do médico pela ficção; mas é uma ficção que em alguns momentos chega a ser dura, seca, de tanta realidade que ela descreve, realidade perceptível em esquinas e sinais aqui de Recife…e não deve ser diferente em outras grandes cidades do país.
O pior de tudo isso (e o mais triste) é que, mais de sessenta anos depois, os seus artigos e ensaios não ficaram velhos. Eles têm um infeliz gosto de atualidade.
Estou me preparando para ler Geografia da Fome, de 1946, livro que o tornou conhecido em todo o mundo.
Com seus direitos políticos cassados em 1964 pela ditadura militar (Josué de Castro tinha sido Deputado Federal de 1954 a 1962), ele exilou-se na França, onde morreu em 1973.
Quem quiser conhecer mais um pouco sobre esse grande cidadão do mundo, é só acessar a página oficial de Josué de Castro.
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