Eleição no Brasil é mais engraçada do que o Casseta e Planeta (aliás, qualquer coisa hoje em dia é MAIS ENGRAÇADO do que o Casseta e Planeta).

Quem puder assistir pelo menos um dia do guia eleitoral na tv, vai ver que tenho razão. Os nossos candidatos à vereador, na maioria dos casos, já valem um bom programa humorístico.

Tem de todo tipo concorrendo à uma vida boa e tranqüila na câmara dos vereadores. Lembram de Tati Pink, do BBB (não me pergunte de qual edição…)? Tá querendo ser vereadora.

E também temos o folclórico Mauro Shampoo, cabelereiro, homem e que já foi jogador do lendário Íbis, time pernambucano campeão em derrotas, que até no Guiness já figurou como o Pior Time do Mundo.

E tem mais figuras como: Gordo da Salada, Faca Cega, Marrom de Afogados, Brucutu (esse é candidato da cidade de Olinda). Até o Barack Obama tá querendo ganhar uns reais como vereador, lá na cidade de Petrolina.

Mas ao mesmo tempo em que é hilário, também é assustador pensar na possibilidade de alguns deles conseguirem ser eleitos. :(

Mas o pior do que ver um monte de marmanjo (e marmanja também) pagando mico na tv e fazendo o eleitor de palhaço, é conhecer algumas das propostas dos candidatos à prefeito da Capital Pernambucana.

Mendonça Filho, do DEM, promete, na área de saúde, acabar com o caos no atendimento à população de baixa renda encaminhando o povo para clínicas particulares, onde serão atendidos gratuitamente nas especialidades médicas com mais demandas.

Sei não: embora ele afirme ter dinheiro para tal, fico pensando se ele não vive em outro universo. Porque, se para quem tem plano de saúde marcar uma consulta já é difícil (nunca consigo uma vaga para a mesma semana, a não ser com muito jeitinho), imagina quando os consultórios começarem a receber as demandas dos sem-plano.

Raul Henry, do PMDB,  parece ser um cara sério, mas o Compaz, sua proposta de implantar em áreas de risco social “equipamentos de primeiro mundo com laboratório de informática, banda larga, cine-teatro, cursos de arte e capacitaçao profissional, campo de futebol, piscina semi-olímpica, posto policial, consultoria empresrial, crédito para pequenas e microempresas, equipes de advogados, psicólogos e assistentes sociais, entre outros serviços” me parece a ilha da fantasia.

Além disso, o candidato peemedebista prevê a construção de dois hospitais municipais. Será mesmo necessário? O correto não seria reforçar as policlínicas existentes ou criar clínicas nos bairros, bem servidas de médicos, para desafogar os grandes hospitais da região?

Mas o campeão de propostas do outro mundo é o PSTU, que nos legou excelente bordão “contra burguês, vote dezesseis“.

A candidata Kátia Telles até que tem propostas justas e necessárias, como igualdade salarial entre homens e mulheres e políticas de atenção às mulheres que trabalham na zona rural. Mas algumas são tão impraticáveis que terminam soando como piada:

- passagem de ônibus grátis para estudantes, desempregados e portadores de necessidades especiais = aqui, uma gafe: os portadores de necessidades especiais já não pagam passagem.

- Estatização do transporte público e do Porto de Suape;

- Congelamento imediato do preço dos alimentos e reajuste automático dos salários.

Essas propostas, assim como as dos outros candidatos, não respondem a uma questão crucial: de onde virá o dinheiro para sustentar tudo isso?

E só para constar: alguns desses senhores candidatos já passaram pelo governo, seja como vice-governador ou governador tampão, secretário de turismo, de planejamento e pela própria prefeitura. Ué, então porquê não fizeram pelo menos 0,5% do que estão prometendo agora?

Tá na hora de abrir o olho, eleitor!!!!

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