Eu me lembro de um tempo em que se um homem falasse que assistia novela, era logo chamado de mulherzinha.

O curioso é que, vez por outra, um desses “machões” que não assistiam novela deslizava e comentava alguma cena campeã de audiência - e vinha logo a desculpa: “é que eu tava zapeando e vi por acaso.”

Pois bem: eu assisto novela. E não vejo nada demais nisso.

Se uma universidade como a USP tem um Núcleo de Pesquisa de Telenovela, está provado que novela também pode ser um assunto sério.

A telenovela tem origem no folhetim, histórias em capítulos publicada em jornais, que sempre deixava uma situação em aberto, um gancho, que continuava no próximo capítulo.

O modelo passou, primeiro, para o rádio e com a chegada da televisão, não demorou a ser adaptada ao novo veículo. Em 1951, estreou a primeira telenovela brasileira: “Sua Vida me Pertence“. Desde então, a linguagem da telenovela evoluiu e a produção brasileira se direferenciou de tudo o que se faz no resto do mundo, adquirindo características próprias, o que contribuiu que a novela brasileira se tornasse um produto vendável (e rentável) no mercado do entretenimento mundial.

Por isso assisto novela. Claro que não vejo tudo: existem produções que não valem nem a energia gasta com a tv ligada. Tenho alguns clássicos preferidos, entre elas Que Rei sou Eu?, Brega e Chique, Guerra dos Sexos, Pantanal, Éramos Seis, Vale Tudo, Vamp

Atualmente, uma novela tem chamada a atenção: A Favorita, de João Emanuel Carneiro.

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