Um blog de raiz
15 Jul 2008
Vídeos Incríveis é um programa norte-americano que passa na Band. O objetivo é mostrar cenas impressionantes de acidentes, perseguições policiais, ataques de animais, desastres naturais e por aí vai.
É comum o programa mostrar vídeos com a polícia norte-americana perseguindo algum bandido pelas auto-estradas do país. Na maioria das vezes, o fugitivo é capturado ou então se dá muito mal quando seu automóvel se despedaça ao bater de frente com um muro, poste, trem ou outro veículo.
O que mais impressiona nesses vídeos é que, em nenhum momento, a polícia dispara um ùnico tiro para deter o fugitivo; quando o faz, é mirando nos pneus do carro para abortar a fuga.
Quando o carro pára, os policiais repetem aquele velho ritual que a gente cansou de ver nos filmes: armas em punho, semi-agachados, gritando para o bandido sair do carro de mãos para o alto. Eles dão chance para o cara se entregar numa boa. Se o bandido idiota reage, aí sim a polícia atira. Simples, não?
Eles não cometem erros? Claro (veja o caso Rodney King)!
Mas se comparados com a polícia brasileira, a polícia norte-americana praticamente não erra.
Porque não consigo (e acho que ninguém neste país) entender os motivos prá tamanha brutalidade por parte daqueles que juraram servir e proteger. Como se não bastasse o caso do garoto João Roberto, morto numa abordagem policial digna de um filme de terror no Rio de Janeiro no último dia 06, a polícia do Paraná encenou tragédia semelhante, ao disparar por engano contra o carro da jovem Rafaeli Lima no último domingo (13/07). A jovem morreu.
Virou bang-bang. Atire primeiro e pergunte depois. Despreparo total da polícia, desculpas esfarrapadas dos dirigentes, impunidades…
O pior que isso não é uma coisa nova.
O desenho que ilustra este post é uma versão atual de outro que fiz, acho que a uns dez anos atrás, para participar de um concurso de cartuns. Como não encontrei o original aqui no meu caos rotineiro, refiz.
O cartum/charge foi inspirado em mortes de inocentes provocadas por “acidentes” cometidos por policiais, no final dos anos 90!
Infelizmente, neste país, as coisas ruins parecem que nunca mudam.
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2 comentários para "Bang Bang à brasileira: atire primeiro, pergunte depois!"
Bruno!
Obrigada pelo comentário no ‘Versão Beta’. A Editora Escala, após inserir meus podcasts sem minha autorização na revista webdesigner, ainda nem se dignou a responder meu e-mail. É por isso que digo: O negócio é valorizarmos e darmos dinheiro somente para posturas criativas e éticas!
Olá, Alessandra. Realmente, a Escala não é uma editora séria. Conheço um quadrinista que publicou uma revista por lá e teve problemas com relação ao verdadeiro número de exemplares vendidos e à tiragem. Não desista: vá até o fim na luta por seus direitos, para ver se eles aprendem.
Grande abraço.
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