Um blog de raiz
27 May 2008
Com a proximidade de mais uma eleição (dessa vez municipal), os institutos de pesquisa começam a ganhar uns trocados fazendo (dãã…) pesquisas de opinião sobre preferências eleitorais e quejandos.
Pois eu acho que esse tipo de pesquisa no Brasil deve estar sendo feita através da leitura das mentes dos eleitores.
Sim, pois do alto dos meus quarenta e dois anos e onze meses de idade, NUNCA {eu disse NUNCA} fui abordado na rua por nenhum pesquisador, nem prá responder pesquisa sobre marca de sabão ou outra coisa qualquer.
Por isso, toda vez que vejo um resultado de pesquisa eleitoral “realizada na capital pernambucana entre os dias X e Y, que ouviu dois mil eleitores blá blá blá…” me pergunto: e eu, porque não fui entrevistado? Aliás, entre os dias X e Y eu estava na capital. Moro em um bairro, trabalho em mais dois diferentes, circulei pelo centro da cidade…e não vi ninguém de prancheta na mão abordando transeuntes pelas ruas.
Eu só acredito que existem pesquisadores andando por aí com pranchetas porque um amigo meu trabalha no IBGE – embora eu acredite apenas por ele dizer que esses pesquisadores existem, pois na verdade nunca vi nenhum.
E falando no IBGE, minha família só foi visitada por um agente do Censo uma vez, há mais de trinta anos – e eu não vi porque estava na escola : (
De lá prá cá, nenhum desses senhores deu o ar de sua graça prá fazer aquelas perguntas indiscretas (qual sua idade, quanto você ganha…).
Por isso que além do Papai Noel, do Coelhinho da Páscoa e do Acre, eu também não acredito em pesquisa eleitoral.
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