Grrrrr…

 

Eu sempre fui um nerd.

Um nerd light, mas um nerd. E nunca tive vergonha disso.

Mas meu maior surto de nerdice aconteceu na universidade.

Junto com mais quatro nerds, eu passava horas discutindo hq, cinema, tv, literatura e ficção-científica.

Chegamos a matar várias aulas inúteis (que meus filhos não leiam isso) pra ficar conversando abobrinhas culturais. Chegamos a cogitar o lançamento de um fanzine com nossas baboseiras - eu cheguei a fazer um “boneco” do fanzine. Até que alguém disse: “Se isso virasse um programa de rádio, ia fazer sucesso“.

Aí veio a vida real, formatura, cada um para um lado, atividades diferentes, família, trabalho e por aí vai.

Desses nerds, apenas dois continuaram próximos – e um deles sumiu faz uns meses. {deve estar na Ilha. Não, não a de Lost, mas aquela ilha pra onde iam todos que sumiam em Watchmen, lembram? Essa era nossa piada interna na época: se alguém sumisse de repente, tava na ilha - inclusive “desaparecidos” como Elvis, Jim Morrison, Janis Joplin, Kennedy e por aí vai}.

Quando me falaram de podcasts e eu fui fuçar e descobri o Nerdcast, minha cabeça explodiu!

Putz! Sabe aqueles flashbacs de cinema que mostram o cara lembrando do passado num zoom que entra na sua cabeça (tipo em Ratattouille)?

Foi escutar um episódio pela primeira vez e voilá – me vi na universidade numa manhã quente, junto com mais quatro caras, falando das mesmas coisas que Allotoni e companhia, com o mesmo humor, ironia e nerdice!

Putz!

Quantos grupos de amigos nerds da minha época não passaram por isso ao escutarem o Nerdcast?

grrrr…..

Tivemos a idéia de fazer um programa com nossas nerdices antes mas a tecnologia da época não permitia que fizéssemos um podcast – nem tinha internet decente naquela época.

Por isso, toda vez que eu escuto o Jovem Nerd, em meio às risadas vem aquele sentimento inconsciente de ódio benéfico: “malditos sejam vocês por terem nascido na época certa”.

Pô, que falta faz um DeLorean e um capacitor de fluxo agora…

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