Um blog de raiz
4 May 2008
Hoje é aniversário de Roberta.
Pelo tamanho dela, deve ser aniversário de três ou quatro anos.
Desde às dez horas da manhã, a festa acontece na casa de Roberta, cujos fundos dão para o prédio onde moro. Da janela da sala, vislumbro o quintal da casa de Roberta.
Desde ontem, ao ver a arrumação que seus pais faziam no local, deduzi: vai ter festa. Nenhuma novidade aqui: de vez em quando, eles fazem festas inesquecíveis {minha dor de cabeça que o diga}, até altas horas da noite, independente do dia da semana.
Mas hoje, ao acordar, vi que tinha um painel do desenho animado “Carros” colado na parede. A piscina de plástico estava cheia.
Aniversário de criança. Bom, pelo menos, os barulhos serão mais suportáveis.
Pois bem: desde às dez horas da manhã {agora já são 17:30h} que a festa rola solta. Mas, peraí, não era uma festa de aniversário de criança?
O som está nas alturas. A qualidade musical do que está rolando já deve ter rebaixado meu cérebro para alguns degraus abaixo na escala da evolução humana.
Pagodes mauricinho da década passada, suingue do pará, calypso, “beber, cair e levantar”, cabaré, raparigas, forró estilizado de calcinha preta, aviões do forró, axé miusique e o brega mais sem-vergonha que você possa imaginar, sem duplo sentido nenhum, direto na jugular.
E, pelo andar da carruagem, não vai acabar tão cedo.
Um monte de marmanjo bebendo cerveja, comendo churrasquinho e conversando pornografia {dá prá ouvir daqui da sala do computador}…
Onde estão as músicas para criança? Até uma da Xuxa valia. Até EU queria ouvir uma da Xuxa agora.
Tenho dó da pequena Roberta, dançando desajeitada ao som do que há de mais vulgar em matéria de música brasileira; e sendo incentivada pelos pais a repetir os versinhos singelos, atrás de um sorriso inocente.
E, em mais uma onda saudosista, não posso deixar de dizer: não se fazem mais festas de criança como antigamente.
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