Um blog de raiz
19 Mar 2008
Um osso, jogado para o alto por um ancestral do homem, descreve um balé silencioso contra o azul do céu, girando e girando e girando…
Numa delicada transição, surge uma estação espacial, que singra o vácuo do espaço; o silêncio dá lugar à uma valsa, que descreve perfeitamente o deslizar suave de toneladas de metal em órbita do planeta Terra, que surge ao fundo com toda a sua beleza.
Em segundos, a seqüência conta a história do homem, da selvageria e inocência dos primeiros dias à civilização e ao domínio da tecnologia para caminhar nas estrelas.
Uma das cenas mais marcantes que já vi no cinema, de arrepiar até hoje, e que contribuiu para que o filme seja um dos meus preferidos (mesmo que ele tenha sido indecifrável e pesado quando o assisti da primeira vez, graças a Deus, numa tela grande!)
A magia só se completou quando li o livro, que foi publicado depois do filme.
O autor era Arthur C. Clarke, um dos maiores escritores de ficção científica do mundo, autor de obras como Encontro com Rama e O Fim da Infância.
Hoje, 18/03/2008, aos noventa anos de idade(ou 90 órbitas, como gostava descrever seus aniversários), Arthur C. Clarke partiu para as estrelas.
Nós, terráqueos, desejamos que ele faça uma excelente viagem, em paz, com a consciência de que sua missão foi cumprida.
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