Mão-Robô - imagem da University of British Columbia

O jovem cientista olhou detalhadamente suas mãos. Mexeu os dedos, investigou cada linha, refez inúmeros movimentos. Ia inserindo todos os dados num notebook, cheio de esquemas e gráficos.

Se deliciava com o balé que as mãos eram capazes de fazer, a leveza e a harmonia que elas desenhavam no ar. Tocou a pele do rosto de sua assistente, uma jovem e bonita moça, como se ela fosse de fumaça, como se não estivesse tocando nada. A suavidade do toque fez com que ela fechasse os olhos; foi como se ela sentisse o vento. Sua pele rosada se avermelhou, uma onda de prazer desceu por sua espinha.

Uma microcâmera registrava tudo e cruzava as imagens com os dados do computador. Cabos delgados e coloridos corriam pela sala.

Por fim, suas mãos concluíram o passeio pelo rosto da jovem assistente. Ele voltou-se para o computador, digitou algumas teclas nervosamente e por fim acionou a tecla enter.

Um braço de metal cheio de luzes e fios coloridos moveu-se. A mão fria e brilhante começou a repetir, com suavidade, todos os movimentos que ele tinha feito anteriormente. Todos os movimentos que ele executara eram repetidos com perfeição. O braço aproximou-se do rosto da assistente. Ela fechou os olhos, esperando o toque.

Quando ele conseguiu desligar os controles e fazer o braço parar, tudo ao redor fora tingido de vermelho. Aos seus pés, estava sua assistente, que trazia no rosto o terrível ferimento causado pela mão-robô.

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