O Wagner Fontoura, do blog Boombust escreveu um artigo no Nossa Via que ilustra bem o clima que nós, moradores de grandes centros urbanos, estamos vivenciando.

O relato dele é assustador.

Fatos violentos como esse, somados a outros aparentemente comuns que às vezes passam despercebidos justamente por terem se tornado “comuns demais” – como o não respeito às filas nos terminais de ônibus, não ceder o lugar para uma pessoa idosa ou uma mulher grávida nos coletivos, jogar lixo no chão tendo um cesto a poucos metros, transformar o espaço público em privado, descumprir regras de convivência garantidas por lei como nível de volume de aparelho de som após às 22 horas e outros absurdos que vejo acontecerem regularmente no dia-a-dia - só fazem contribuir com mais subsídios para reforçar, à contragosto, a minha tese de que talvez a espécie humana não tenha mais jeito.

É duro ter que admitir isso.

Mas para cada ato de bondade, respeito ao próximo, solidariedade, vidas resgatadas do crime e do vício, acontecem tantos atos bárbaros e vis que me pego se repetindo: onde vamos parar? Quando isso vai parar?

Cada um fazer a sua parte é importante, mas se uma maioria não faz essa parte, como a balança pode se equilibrar?

Estou precisando urgentemente do meu otimismo de volta.

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