Um blog de raiz
24 Dec 2007
Um das tarefas do desafio 21 Dias para Fechar o Ano com Chave de Ouro, proposto pela Nospheratt, é o de dar um post de presente para um blog neste Natal.
Desde que descobri os blogs me tornei um leitor voraz, e estou sempre procurando coisa interessante. Um desses blogs interessantes que descobri, e que tenho acompanhado sempre, foi o da jornalista brasileira Bárbara Axt, que está morando em Londres para fazer um mestrado
Não lembro mais como cheguei ao blog dela, mas lembro do primeiro post que li; a partir daí, sempre passo por lá para ver as novidades, embora nem sempre comente.
O que me atraiu no blog da Bárbara foi essa coisa do olhar brasileiro sobre como é viver num país diferente. Suas observações sobre o modo de vida londrino, os relatos de sua adaptação, do seu dia-a-dia no curso e no trabalho, seus banzos da terrinha, curiosidades sobre alimentação e cultura são os destaques; ela tem um texto simples, direto, sem muitas firulas, que termina dando uma sensação de proximidade, como se a gente estivesse conversando - às vezes, com muito bom-humor, outras vezes meio triste.
Cumprindo o desafio da Nosph, escolhi os cinco posts que acho mais interessantes – embora tenha outros igualmente bons por lá.
Seguem os links. Visitem, leiam, comentem. Espero que gostem.
Este foi o primeiro post da Bárbara que li. Num texto cheio de detalhes, ela relata a confusão que tomou conta de um parque quando um maluco pelado ameaça se atirar de um monumento.
Post {ou não-post} motivacional
Aqui, Bárbara conta as dores e as delícias de sair da “segurança” de seu país e vir dar com os costados numa terra estranha.
Descubra, nesse post, qual a principal diferença entre o carnaval britânico de Notting Hill e o carnaval brasileiro, apontada pelo Hiro, marido da Bárbara.
Bárbara descobre o que é uma epifania – ou não
Ou…não existe almoço grátis.
Post-bônus
Guia para brasileiros chegando em Londres
Um mini-guia para quem tiver intenção de ir a Londres algum dia {como eu}. Bem didático e direto…
15 Dec 2007

Quem não gosta de gatos tem na ponta da língua uma relação sem fim com os defeitos dos bichanos – gato é aproveitador, gato não é fiel, gato gosta mais da casa do que do dono, gato tem parte com o tinhoso e por aí vai.
E quando comparados aos cachorros, os coitados perdem feio.
Embora hoje eu tenha um cachorro {na verdade, o cachorro é dono da família toda}, sempre gostei mais de gatos. Tive vários, que sempre renderam muitos momentos felizes na minha vida.
Félix foi o melhor deles.
Sphere: Related Content13 Dec 2007
Diz o senso comum que cada pessoa no mundo tem um duplo, um sósia, um indivíduo que tem algumas características física em comum que as tornam semelhantes.
Claro que nada a ponto de serem confundidos como os gêmeos univitelinos, mas a ponto de acontecerem pequenas confusões sem maiores conseqüências – ou não.
Só para ficar no terreno das celebridades, vejam as semelhanças abaixo:

Rogério Ceni e o apresentador Luciano Huck

Débora Secco e Fernanda de Freitas

Jose Serra e Homer Simpson

George Bush e seu irmão.
Ser confundido com outra pessoa é coisa comum pra mim. Já perdi a conta das vezes em que fui abordado na rua ou no ônibus por pessoas que acharam que eu fosse o meu clone.
Sim, clone.
Porque, diante da quantidade de vezes que isso aconteceu, só posso ter alguém talhado e esculpido {um tio meu dizia “cagado e cuspido”…eca!!!!!!} à minha imagem e semelhança aprontando por aí.
A maioria foram confusões simples….uma vez, tinha acabado de entrar num ônibus e antes de me sentar, um casal que estava descendo começou a acenar pra mim; aí, o cara falou: “passa lá em casa domingo, vai ter o churrasco do aniversário dela”- e apontou para a mulher. Ela completou: “não falta não, visse? E leva a namorada…”
Pra não desapontar o casal na frente de tanta gente, levantei o polegar e disse “Ta”. Eles desceram felizes.
Já fui confundido com pai, padrinho, irmão, chefe, cunhado, marido, afilhado e por aí vai. {Eu tenho um clone até na blogosfera!! – se bem que talvez EU seja o clone, pelo simples fato dele ter chegado primeiro…}
Era até divertido.
Até que uma dessas confusões me deixou assustado até hoje.
10 Dec 2007
Continuando o desafio do Blosque {21 Dias para Fechar o Ano com Chave de Ouro}, da Nospheratt, a quinta tarefa é listar cinco coisas que aprendemos sobre blogs no ano que termina.
Embora o Macaxeira só tenha um mês e meio de vida, tenho pesquisado sobre blogs desde o início de 2007 e muito do que aprendi tenho tentado colocar em prática por aqui. Então, vamos lá…
1 - Aprendi que Blogs podem ser inúteis, úteis, divertidos, chatos, informativos, desinformativos, pedantes, humildes, bonitos, feios, horrorosos…enfim, blogs são a imagem e semelhança daqueles que os produzem - e isto é fascinante!!!
2 - Ter um Blog é ter liberdade prá você escrever o que quiser - e a partir daí, ficar conhecido ou ficar no limbo. Mas o interessante disso tudo é que, mesmo no limbo, você pode ser feliz.
3 - Fazer um blog não é difícil, mas também não é tão fácil. A lição que fica nestes 45 dias é: não entre nessa história, pois depois que você entrar, não vai querer sair - e aí, aguente as consequências!!!
4 - Inventar de ter um blog é arrumar trabalho, trabalho, trabalho e trabalho. Ah, e nos momentos de folga, mais trabalho. Mas é divertido, instigante e completamente viciante!
5 - O que mais me impressionou nesse universo foi a união dos blogueiros, a quantidade de blogs que têm como objetivo ajudar aos que estão iniciando nessa jornada e a receptividade de alguns “grandões” da blogosfera para com os novatos; em síntese, uma comunidade interligada e antenada que interage de uma maneira nunca antes vista no meio - e que não fica apenas presa na frente de seus micros, digitando e postando textos: eles se encontram em animados rituais chamados BlogCamps {não vejo a hora de participar de um} e interagem como seres humanos de verdade!!!
Tem mais coisa, mas como são apenas cinco, fica prá próxima.
E aí, vamos para a sexta tarefa,,,,
Sphere: Related Content6 Dec 2007
A Nospheratt lançou o desafio 21 Dias para Fechar o Ano com Chave de Ouro, e a terceira etapa é criar um post retrospectiva, com a indicação dos 12 melhores posts do blog - um para cada mês.
Como o Macaxeira só tem 45 dias de vida, não vou cumprir a meta dos 12 posts, mas coloco aqui a metade: são seis posts que, humildemente, considero o mais interessante do que escrevi até agora. Segue a lista, com sua devidas justificativas:
1 - Se o Brasil precisa de heróis, o Capitão Nascimento é o modelo ideal? - foi meu primeiro post valendo {o anterior foi de apresentação}. A partir do hype sobre o personagem principal do filme Tropa de Elite, discuto qual o tipo de herói ele representa e se ele pode ser classificado como um modelo de herói brasileiro.
2 - No princípio era o radinho de pilha - sou apaixonado por música e nesse post, tendo como base meus aparelhinhos de música portátil, mostro um pouquinho da evolução desses gadgets.
3 - Respondendo ao Meme 10 Perguntas - acho esse negócio de Meme muito divertido. Esse foi o Sampson Moreira, do Inovavox, que deixou em aberto para quem quisesse responder. Taí…
4 - Embora a maioria dos blogueiros se considere jornalistas… - minhas impressões de blogueiro iniciante sobre essa discussão velha mídia X nova mídia. Se acharem chato, me digam, por favor…
5 - Consciência negra ou O dia em que deixei de ser pardo - no Dia da Consciência Negra, contei uma historinha que aconteceu de verdade, lá nos anos 80, e que fala de preconceito e auto-estima.
6 - Às margens do Salzach - nas horas vagas, sou um contista de gaveta {he he}. Com o blog, resolvi publicar meus escritos. Esse conto escrevi para um concurso sobre Mozart - não ganhei, mas gosto muito dele.
E é isso: ainda aprendendo a blogar, essa é a minha “produção” mais recente {e decente - eu acho}.
Tarefa cumprida, Nospheratt. Pode mandar a próxima.
Sphere: Related Content
5 Dec 2007
Ele não conseguia entender o que tinha acontecido com seu filho. Sempre viveram do que achavam na lama, sempre se alimentaram do que o rio deu. E no entanto, seu filho deixou o mundo. Amanheceu imóvel, depois de noites de sofrimento. A comunidade se reuniu para discutir a questão e, como em toda reunião, não chegaram à uma solução.
Ele não queria soluções. Queria respostas. Seu filho já não estava ao seu lado e nada mais importava.
Ele apenas achava, tinha uma sensação, de que a culpa era daquelas criaturas estranhas, que jogavam coisas nas águas e a deixavam diferente. Lembrava das histórias contadas pelos mais velhos da comunidade, que falavam de como a vida era boa antes dessas criaturas aparecem. Mas isso foi a muito tempo.
Alguma coisa lhe dizia que aquilo era apenas o início do fim.
Desolado, moveu sua patola e começou a catar comida na lama, comendo apenas por comer.