Macaxeira Geral

Um blog de raiz

Arquivo de December de 2007

Baxt

Um das tarefas do desafio 21 Dias para Fechar o Ano com Chave de Ouro, proposto pela Nospheratt, é o de dar um post de presente para um blog neste Natal.

Desde que descobri os blogs me tornei um leitor voraz, e estou sempre procurando coisa interessante. Um desses blogs interessantes que descobri, e que tenho acompanhado sempre, foi o da jornalista brasileira Bárbara Axt, que está morando em Londres para fazer um mestrado em Science Communication no Imperial College London.

Não lembro mais como cheguei ao blog dela, mas lembro do primeiro post que li; a partir daí, sempre passo por lá para ver as novidades, embora nem sempre comente.

O que me atraiu no blog da Bárbara foi essa coisa do olhar brasileiro sobre como é viver num país diferente. Suas observações sobre o modo de vida londrino, os relatos de sua adaptação, do seu dia-a-dia no curso e no trabalho, seus banzos da terrinha, curiosidades sobre alimentação e cultura são os destaques; ela tem um texto simples, direto, sem muitas firulas, que termina dando uma sensação de proximidade, como se a gente estivesse conversando - às vezes, com muito bom-humor, outras vezes meio triste.

Cumprindo o desafio da Nosph, escolhi os cinco posts que acho mais interessantes – embora tenha outros igualmente bons por lá.

Seguem os links. Visitem, leiam, comentem. Espero que gostem.

Banzé no parque

Este foi o primeiro post da Bárbara que li. Num texto cheio de detalhes, ela relata a confusão que tomou conta de um parque quando um maluco pelado ameaça se atirar de um monumento.

Saudade de chuva

Mais uma diferença crucial entre Brasil e Inglaterra: a chuva daqui é mais poética…

Post {ou não-post} motivacional

Aqui, Bárbara conta as dores e as delícias de sair da “segurança” de seu país e vir dar com os costados numa terra estranha.

Carnaval de Notting Hill

Descubra, nesse post, qual a principal diferença entre o carnaval britânico de Notting Hill e o carnaval brasileiro, apontada pelo Hiro, marido da Bárbara.

Falando de mim para mim mesma

Bárbara descobre o que é uma epifania – ou não

General de pijama

Ou…não existe almoço grátis.

Post-bônus

Guia para brasileiros chegando em Londres

Um mini-guia para quem tiver intenção de ir a Londres algum dia {como eu}. Bem didático e direto…

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Félix não era um gato, ele era O Gato.

 

Miau....

Quem não gosta de gatos tem na ponta da língua uma relação sem fim com os defeitos dos bichanos – gato é aproveitador, gato não é fiel, gato gosta mais da casa do que do dono, gato tem parte com o tinhoso e por aí vai.

E quando comparados aos cachorros, os coitados perdem feio.

Embora hoje eu tenha um cachorro {na verdade, o cachorro é dono da família toda}, sempre gostei mais de gatos. Tive vários, que sempre renderam muitos momentos felizes na minha vida.

Félix foi o melhor deles.

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Eu tenho um clone. E você?

Diz o senso comum que cada pessoa no mundo tem um duplo, um sósia, um indivíduo que tem algumas características física em comum que as tornam semelhantes.

Claro que nada a ponto de serem confundidos como os gêmeos univitelinos, mas a ponto de acontecerem pequenas confusões sem maiores conseqüências – ou não.

Só para ficar no terreno das celebridades, vejam as semelhanças abaixo:

Rogéri Ceni e Luciano Huck
Rogério Ceni e o apresentador Luciano Huck

 

Débora Secco Fernanda de Freitas
Débora Secco e Fernanda de Freitas

Serra e Homer

Jose Serra e Homer Simpson

Bush irmão de Bush
George Bush e seu irmão.

Ser confundido com outra pessoa é coisa comum pra mim. Já perdi a conta das vezes em que fui abordado na rua ou no ônibus por pessoas que acharam que eu fosse o meu clone.

Sim, clone.

Porque, diante da quantidade de vezes que isso aconteceu, só posso ter alguém talhado e esculpido {um tio meu dizia “cagado e cuspido”…eca!!!!!!} à minha imagem e semelhança aprontando por aí.

A maioria foram confusões simples….uma vez, tinha acabado de entrar num ônibus e antes de me sentar, um casal que estava descendo começou a acenar pra mim; aí, o cara falou: “passa lá em casa domingo, vai ter o churrasco do aniversário dela”- e apontou para a mulher. Ela completou: “não falta não, visse? E leva a namorada…”

Pra não desapontar o casal na frente de tanta gente, levantei o polegar e disse “Ta”. Eles desceram felizes.

Já fui confundido com pai, padrinho, irmão, chefe, cunhado, marido, afilhado e por aí vai. {Eu tenho um clone até na blogosfera!! – se bem que talvez EU seja o clone, pelo simples fato dele ter chegado primeiro…}

Era até divertido.

Até que uma dessas confusões me deixou assustado até hoje.

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5 coisas que aprendi sobre blogs em 2007

Continuando o desafio do Blosque {21 Dias para Fechar o Ano com Chave de Ouro}, da Nospheratt, a quinta tarefa é listar cinco coisas que aprendemos sobre blogs no ano que termina.

Embora o Macaxeira só tenha um mês e meio de vida, tenho pesquisado sobre blogs desde o início de 2007 e muito do que aprendi tenho tentado colocar em prática por aqui. Então, vamos lá…

1 - Aprendi que Blogs podem ser inúteis, úteis, divertidos, chatos, informativos, desinformativos, pedantes, humildes, bonitos, feios, horrorosos…enfim, blogs são a imagem e semelhança daqueles que os produzem - e isto é fascinante!!!

2 - Ter um Blog é ter liberdade prá você escrever o que quiser - e a partir daí, ficar conhecido ou ficar no limbo. Mas o interessante disso tudo é que, mesmo no limbo, você pode ser feliz.

3 - Fazer um blog não é difícil, mas também não é tão fácil. A lição que fica nestes 45 dias é: não entre nessa história, pois depois que você entrar, não vai querer sair - e aí, aguente as consequências!!!

4 - Inventar de ter um blog é arrumar trabalho, trabalho, trabalho e trabalho. Ah, e nos momentos de folga, mais trabalho. Mas é divertido, instigante e completamente viciante!

5 - O que mais me impressionou nesse universo foi a união dos blogueiros, a quantidade de blogs que têm como objetivo ajudar aos que estão iniciando nessa jornada e a receptividade de alguns “grandões” da blogosfera para com os novatos; em síntese, uma comunidade interligada e antenada que interage de uma maneira nunca antes vista no meio - e que não fica apenas presa na frente de seus micros, digitando e postando textos: eles se encontram em animados rituais chamados BlogCamps {não vejo a hora de participar de um} e interagem como seres humanos de verdade!!!

Tem mais coisa, mas como são apenas cinco, fica prá próxima.

E aí, vamos para a sexta tarefa,,,,

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A Nospheratt lançou o desafio 21 Dias para Fechar o Ano com Chave de Ouro, e a terceira etapa é criar um post retrospectiva, com a indicação dos 12 melhores posts do blog - um para cada mês.

Como o Macaxeira só tem 45 dias de vida, não vou cumprir a meta dos 12 posts, mas coloco aqui a metade: são seis posts que, humildemente, considero o mais interessante do que escrevi até agora. Segue a lista, com sua devidas justificativas:

1 - Se o Brasil precisa de heróis, o Capitão Nascimento é o modelo ideal? - foi meu primeiro post valendo {o anterior foi de apresentação}. A partir do hype sobre o personagem principal do filme Tropa de Elite, discuto qual o tipo de herói ele representa e se ele pode ser classificado como um modelo de herói brasileiro.

2 - No princípio era o radinho de pilha - sou apaixonado por música e nesse post, tendo como base meus aparelhinhos de música portátil, mostro um pouquinho da evolução desses gadgets.

3 - Respondendo ao Meme 10 Perguntas - acho esse negócio de Meme muito divertido. Esse foi o Sampson Moreira, do Inovavox, que deixou em aberto para quem quisesse responder. Taí…

4 - Embora a maioria dos blogueiros se considere jornalistas… - minhas impressões de blogueiro iniciante sobre essa discussão velha mídia X nova mídia. Se acharem chato, me digam, por favor…

5 - Consciência negra ou O dia em que deixei de ser pardo - no Dia da Consciência Negra, contei uma historinha que aconteceu de verdade, lá nos anos 80, e que fala de preconceito e auto-estima.

6 - Às margens do Salzach - nas horas vagas, sou um contista de gaveta {he he}. Com o blog, resolvi publicar meus escritos. Esse conto escrevi para um concurso sobre Mozart - não ganhei, mas gosto muito dele.

E é isso: ainda aprendendo a blogar, essa é a minha “produção” mais recente {e decente - eu acho}.

Tarefa cumprida, Nospheratt. Pode mandar a próxima.

 

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ESPÉCIES

…sempre viveram do que achavam na lama…

Ele não conseguia entender o que tinha acontecido com seu filho. Sempre viveram do que achavam na lama, sempre se alimentaram do que o rio deu. E no entanto, seu filho deixou o mundo. Amanheceu imóvel, depois de noites de sofrimento. A comunidade se reuniu para discutir a questão e, como em toda reunião, não chegaram à uma solução.

Ele não queria soluções. Queria respostas. Seu filho já não estava ao seu lado e nada mais importava.

Ele apenas achava, tinha uma sensação, de que a culpa era daquelas criaturas estranhas, que jogavam coisas nas águas e a deixavam diferente. Lembrava das histórias contadas pelos mais velhos da comunidade, que falavam de como a vida era boa antes dessas criaturas aparecem. Mas isso foi a muito tempo.

Alguma coisa lhe dizia que aquilo era apenas o início do fim.

Desolado, moveu sua patola e começou a catar comida na lama, comendo apenas por comer.

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