Macaxeira Geral

Um blog de raiz

Este artigo tem como objetivo analisar a recente produção de adaptações de quadrinhos do gênero super-heróis e identificar as proximidades e distanciamentos que estes personagens sofrem a serem adaptados para o cinema.

O Cinema e as Histórias em Quadrinhos sempre caminharam lado a lado, e a aproximação entre estas duas linguagens faz com que elas sejam consideradas irmãs. Moacy Cirne, em seu livro Quadrinhos, sedução e paixão (2003) nos lembra que “(…) é possível apontar semelhanças significativas entre elas: decupagem, cortes, planos, enquadramentos (…)” – o que me faz lembrar de Scott McCloud, ao definir, em Desvendando os Quadrinhos (1995), os fotogramas de um filme como “uma hq beeem lenta”, e da definição do quadrinho como “cineminha de papel”, comum no Brasil dos anos 1950.

A indústria do cinema, percebendo o potencial mercadológico dessas histórias ilustradas, tratou logo de providenciar versões cinematográficas das mesmas. Assim, de personagens clássicos (Fantasma, Flash Gordon) a super-heróis (Capítão Marvel, Super-Homem), passando por graphic novels como V de Vingança, do cultuado Alan Moore (que prá não fugir da rotina, renegou a adaptação) tiveram suas adaptações para a tela grande.

Tendo em vista a amplitude do tema discutido aqui, tenho que fazer uma opção, ou um recorte – como se chama na academia – e focar minha análise no novo filão cinematográfico: a adaptação de hq’s de super-heróis.

A tradução intersemiótica

Pegando o gancho do desprezo de Alan Moore para com as adaptações de sua obra – em alguns casos com muita razão, vide Do Inferno, A Liga Extraordinária e a assustadora próxima adaptação, Watchmen -, os filmes baseados em quadrinhos dificilmente alcançam a unanimidade entre os fãs, chegando ao ponto de ter gente que não curtiu X-Men 3:O Conflito Final pelo simples fato de não ter rolado uma briga entre Colossus e Fanático, coisa comum nos quadrinhos.

O fato é que, ao transportar uma linguagem artística para outra, acontece uma tradução, semelhante à transposição de um texto de uma língua para outra. A tradução não é construída literalmente, transcrevendo tudo ao pé da letra, como se diz; isso não é possível pelo simples fato de existirem diferenças culturais entre os envolvidos. Assim, o tradutor faz uma adequação de uma linguagem à outra, para que a obra possa ser compreendida.

Então, para fazer um filme de super-herói que agrade, ao mesmo tempo, tanto àquele fã radical quanto ao espectador que nunca ouviu falar do personagem, a receita é simples: basta traduzir o essencial do universo do personagem para as telas. No caso dos X-Men, a mensagem principal criada por Stan Lee era o da luta contra o preconceito, a intolerância. Então, mutação se torna uma metáfora para todo tipo de discriminação; pois bem, isso foi mantido no filme – e aí está uma das razões para o seu sucesso.

Segundo o professor e artista intermídia Julio Plaza, em seu livro Tradução Intersemiótica {2003} a tradução Intersemiótica ou ‘transmutação’ pode ser definida como sendo aquele tipo de tradução que ‘consiste na interpretação dos signos verbais por meio de sistemas de signos não verbais’, ou ‘de um sistema de signos para outro, por exemplo, da arte verbal para a música, a dança, o cinema ou a pintura’, ou vice-versa, poderiamos acrescentar.”

Em poucas palavras, intersemiose é o diálogo entre duas linguagens artísticas distintas, como o cinema e os quadrinhos, por exemplo; a tradução intersemiótica acontece quando uma linguagem adapta para si os códigos da outra: a adaptação cinematográfica de um romance, a quadrinização de uma música, são alguns exemplos desse processo.

Quando isso acontece, é comum o resultado ter algumas diferenças básicas em relação à obra original, o que é perfeitamente compreensível, pois o texto fica a serviço dos códigos da linguagem adaptadora. Teoricamente compreensível, mas, na maioria dos casos, inaceitável por parte dos admiradores do original, o que gera comentários comuns como “o livro é melhor” - frase muito ouvida no cenário cultural pop atual por parte dos fãs de obras como “O Senhor dos Anéis”, só para ficar no caso mais famoso.

Isso se deve ao fato de que na verdade a obras foi traduzida para a nova linguagem, e não transposta; tradução implica numa deliberada escolha de elementos mais significativos da obra original que continuem sendo significativos na nova linguagem. Assim, todos os “excessos” que não funcionariam são deixados de lado.

Como estratégia para agradar um público mais universal, algumas adaptações cinematográficas de hq’s se distanciam de seus modelos; no entanto, ultimamente podemos ver adaptações mais fiéis às obras originais - chegando ao extremo de uma total transposição do quadrinho para a tela.

Categorias de análise

Para exemplificar, escolhi quatro filmes, que vão desde o distanciamento total da obra original até a fidelidade máxima, passando pela tradução propriamente dita e por um exercício de narrativa.

Tão longe…

Mulher-Gato (2004), com Hale Berry. Dirigido por Pitof.

Eu poderia ter escolhido qualquer outro filme baseado em hq para exemplificar o total distanciamento de uma adaptação para com a obra original - alternativas não faltam. Mas Mulher-Gato beira o ridículo.

Quando Michelle Pfeiffer apareceu vestida de couro preto remendado no filme Batman - O Retorno, todos esperavam ver, na seqüência, um filme solo da personagem com a loira no papel principal. Anos depois, a decepção.

Nos quadrinhos, a Mulher-Gato é Selina Kyle, uma ladra sofisticada, que tem uma relação conturbada de amor/ódio com Batman. Era tão simples realizar essa adaptação, certo?

Mas o estúdio optou por mudar o nome da personagem (que passa a se chamar Patience Price), apagar suas características principais, retirar qualquer menção ao universo do homem-morcego…

Resultado: o esperado e merecido fracasso.

Tão Perto…

Sin City (2005), com Mickey Rourke e Bruce Willis, dirigido por Frank Miller e Robert Rodriguez.

Aqui, não estamos diante de uma tradução, mas sim de uma perfeita transcrição de uma história em quadrinhos para um filme. Nesse caso, os enquadramentos, ângulos, diálogos, passagens quadro a quadro, foram fielmente “copiados” para a tela do cinema.

Essa estética, adotada igualmente em 300, de Zack Snyder, tem como objetivo ser o mais fiel possível à obra original. Para fãs radicais, um delírio visual e narrativo.

No entanto, como produto de cinema, como filme, Sin City fica devendo em termos de linguagem, pois se preocupa demais em não se distanciar de suas origens quadrinísticas; então, nesse sentido, fica indeciso entre ser cinema e hq e termina se tornando um híbrido que não resiste a uma segunda olhada.

Traduzindo…

X-Men 2 (2003), com Hugh Jackman, Patrick Stewart, Ian McKellen, dirigido por Bryan Singer.

Também poderia ter escolhido outros filmes, até mais recentes, para ilustrar a categoria tradução. Mas continuo achando que X-Men 2 é uma das melhores adaptações de um universo de quadrinhos para o cinema.

Aqui, Bryan Singer faz uma tradução intersemiótica perfeita, ao transpor para a linguagem cinematográfica todos os elementos seminais que formaram a história dos mutantes nos quadrinhos. As características de cada personagem, como comportamento e relação interpessoal, os conflitos que os motivam a lutar, a metáfora original criada por Stan Lee sobre preconceito…tudo está lá, bem colocado, de uma maneira que o torna realista, crível aos olhos de quem nunca viu os mutantes nos quadrinhos, e ao mesmo tempo reconhecível para velhos leitores.

Claro que, dentro dessa categoria, ainda podemos citar Homem-Aranha 2, Batman Begins e o recente Homem de Ferro, mas X-Men 2  foi o filme que mostrou que pode existir inteligência nas adaptações de histórias em quadrinhos. Pena que Singer não repetiu o tento no triste Superman Returns.

Experimentando o quadrinho na tela…

Hulk (2003), com Eric Bana, Jenniffer Connely e Nick Nolte, dirigo por Ang Lee.

Eu gostei do filme de Ang Lee. Sério. Tirando o final, que é ruinzinho, o filme dá uma abordagem diferente do que todos esperavam do personagem que “esmaga homenzinhos”.

Mas o grande achado do filme é a tentativa de Ang Lee de recriar na tela do cinema a experiência de leitura de uma história em quadrinhos, usando uma narrativa cheia de quadros e requadros, em enquadramentos típicos dos quadrinhos.

Além disso, a inovadora abordagem psicológica da dupla personalidade do verdão tornou-o mais interessante e palpável do que sua tradicional persona nos quadrinhos.

Uma das melhores adaptações de um personagem de hq para o cinema, para o bem ou para o mal.

Só espero que Watchmen e The Spirit, quando chegarem, fiquem bem encaixadinhos na terceira categoria.

 

Este post faz parte do projeto Blogueiro Reporter, uma iniciativa do Edney Souza.

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 Este artigo é licenciado em Creative Commons


Os canais de televisão vivem da audiência. Audiência traz anunciantes. Anunciantes trazem dinheiro.

As estratégias que os canais fazem para atrair a audiência é que faz a diferença entre um canal e outro. Nesse caso, entra o peso da tradição, de quem está no topo, de quem dita as regras há muito tempo.

Claro que essa hegemonia de vez em quando é abalada, mas nada que cause danos sérios à estrutura de quem está lá em cima.

Assim como nos nossos conhecidos blogs, o que atrai a audiência é o conteúdo veiculado.

Acontece que na tv, paradoxalmente, algumas vezes a qualidade desse conteúdo é altamente questionável e, mesmo assim, atrai audiência.

Analisar as estratégias discursivas que os canais de televisão utilizam para ganhar audiência e pontos no Ibope é um delicioso exercício para quem gosta de comunicação, de entender como esses discursos são construídos e de como eles pautam o comportamento da sociedade – para o bem ou para o mal.

Na entrevista que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá deram ao Fantástico há algumas semanas, ouvi muitos comentários de que eles deram um tiro no pé e que ficou evidente a falta de sensibilidade do casal diante do acontecido.

Resumindo o coro geral: eles não convenceram.

Diante do furo – que rendeu picos de audiência à Globo – os demais canais ficaram à deriva, principalmente a Record, que ficava repetindo o já repetido, sem assunto novo para explorar.

Com a entrevista da mãe de Isabela, Ana Carolina Oliveira, estratégicamente programada para ir ao ar ontem, Dia das Mães, a Globo mostrou mais uma vez porque ainda continua no topo (e mais uma vez, para o bem ou para o mal…)

A brilhante estratégia de colocar uma mãe que perdeu a única filha num crime cruel, provavelmente praticado pelo próprio pai, para se abrir diante de milhões de telespectadores num dia repleto de emoções à flor da pele como o de ontem, com certeza pode contribuir para jogar a pá de terra que faltava para a condenação do casal Alexandre/Anna Jatobá.

Sim, porque se diante comoção da sociedade diante do caso e dos discursos elaborados pela mídia (enquadramentos de imagem, tipo de música utilizada nas matérias, repetição exaustiva de detalhes do crime, repetição exaustiva de fotos e vídeos da vítima e toda uma série de recursos que criam verdades nos receptores) o juiz Maurício Fossen chegou a afirmar que o casal “é desprovido de sensibilidade moral”, o que poderá acontecer agora depois da entrevista da mãe de Isabela?

Negação do habeas-corpus por mais um juiz sensibilizado com “a manutenção da ordem pública”?

Engraçado que alguns juízes não ficam preocupados e sensibilizados com a ordem pública antes de pensar duas vezes em dar liberdade condicional a presos por abuso sexual e estrupro, que ao saírem terminam cometendo os mesmos crimes…

Pena que o mesmo também não tenha acontecido com o fazendeiro Vitalmiro Moura,  suspeito de ter mandado matar a missionária Dorothy Stang. Depois de ter sido condenado a 30 anos de prisão, foi absolvido num novo julgamento. E tem o jornalista Pimenta Neves, do qual não se tem mais nenhuma dúvida da autoria do crime contra Sandra Gomide e hoje responde em liberdade.

Tudo indica, todas as provas levam a crer que o casal é culpado. Mas eles ainda não foram julgados OFICIALMENTE. Mas já foram OFICIOSAMENTE, inclusive com pré-julgamentos da própria justiça brasileira.

Como diria aquele velho orelhudo, esse é um momento “fascinante” para quem gosta de fuçar as entrelinhas da mídia.

Eu odeio o Jovem Nerd!

 

Grrrrr…

 

Eu sempre fui um nerd.

Um nerd light, mas um nerd. E nunca tive vergonha disso.

Mas meu maior surto de nerdice aconteceu na universidade.

Junto com mais quatro nerds, eu passava horas discutindo hq, cinema, tv, literatura e ficção-científica.

Chegamos a matar várias aulas inúteis (que meus filhos não leiam isso) pra ficar conversando abobrinhas culturais. Chegamos a cogitar o lançamento de um fanzine com nossas baboseiras - eu cheguei a fazer um “boneco” do fanzine. Até que alguém disse: “Se isso virasse um programa de rádio, ia fazer sucesso“.

Aí veio a vida real, formatura, cada um para um lado, atividades diferentes, família, trabalho e por aí vai.

Desses nerds, apenas dois continuaram próximos – e um deles sumiu faz uns meses. {deve estar na Ilha. Não, não a de Lost, mas aquela ilha pra onde iam todos que sumiam em Watchmen, lembram? Essa era nossa piada interna na época: se alguém sumisse de repente, tava na ilha - inclusive “desaparecidos” como Elvis, Jim Morrison, Janis Joplin, Kennedy e por aí vai}.

Quando me falaram de podcasts e eu fui fuçar e descobri o Nerdcast, minha cabeça explodiu!

Putz! Sabe aqueles flashbacs de cinema que mostram o cara lembrando do passado num zoom que entra na sua cabeça (tipo em Ratattouille)?

Foi escutar um episódio pela primeira vez e voilá – me vi na universidade numa manhã quente, junto com mais quatro caras, falando das mesmas coisas que Allotoni e companhia, com o mesmo humor, ironia e nerdice!

Putz!

Quantos grupos de amigos nerds da minha época não passaram por isso ao escutarem o Nerdcast?

grrrr…..

Tivemos a idéia de fazer um programa com nossas nerdices antes mas a tecnologia da época não permitia que fizéssemos um podcast – nem tinha internet decente naquela época.

Por isso, toda vez que eu escuto o Jovem Nerd, em meio às risadas vem aquele sentimento inconsciente de ódio benéfico: “malditos sejam vocês por terem nascido na época certa”.

Pô, que falta faz um DeLorean e um capacitor de fluxo agora…

 

Admirável Mundo Novo

Corria o ano de 1980 e alguma coisa. Eu tinha dezoito anos, trabalhava num banco privado, havia conseguido escapar do serviço militar e toda a minha grana era prá comprar discos, quadrinhos, roupas e sair com os amigos prá me divertir – nessa ordem de prioridades.

Foi nesse período que o rock nacional deu um upgrade e os ingleses cometeram a chamada “segunda invasão mundial”: Smiths, Cure, Simple Minds, U2, Felt, Durutti Column, Bauhaus, Joy Division, Cocteau Twins…{“Heaven knows i’m miserable now” , dos Smiths, foi meu hino durante muito tempo}

Com tanta novidade, corri prá conseguir informações sobre aquelas bandas. Pena que não tinha Google naquela época (bem, não tinha nem internet naquela época) .

A primeira coisa que li sobre os ingleses (e sobre os brasileiros também) foi na primeira encarnação da revista Bizz, da qual virei assinante. Comprava também a revista Roll, que era mais pobrinha visualmente, mas que algumas vezes chegava a superar a concorrente de luxo no quesito “qualidade” de suas matérias.

E tome informação nova. Bandas das quais nunca tinha ouvido falar, muito menos ouvi um acorde sequer; resenhas sobre discos clássicos de artistas que ainda estavam ativos, como David Bowie, Talking Heads, Jethro Tull e por aí vai.

O problema é que parte desse material clássico e/ou de novidades não chegava ao país com tanta facilidade naquele período; e quando acontecia, geralmente era a preços nada convidativos.

Resultado: tenho uma boa leva de discos em vinil daquele período, mas fiquei chupando dedo e deixei de conhecer muita coisa boa que as revistas indicavam.

Quando a novidade do compact disc aterrisou por aqui, pensei: agora eu tiro o atraso!

Pois bem: até que chegaram alguns daqueles discos tão alardeados pelas revistas dos anos 80/90. Só que, mais uma vez, os preços não eram nada convidativos.

Quando estourou a onda da pirataria, fiquei com o pé atrás. Queria os discos originais, com encartes e tudo o mais.

O problema é que às vezes eu economizava uma grana e comprava um cd original e então tcharam!!!! – o encarte era pobre, não vinha com as letras, nem fotos decentes, nem nada. Pô, então, qual era a vantagem de comprar o cd original?

 

Cd original do Pearl Jam…

Cd original do Pearl Jam…

…e cadê as letras e as fotos?

 

…e cadê as letras e fotos?

Mesmo assim resisti, acreditando que as coisas iriam mudar. Tanto que os únicos discos piratas que tenho daquele período comprei para os meus filhos, que ficavam me enchendo: uma coletânea dos Guns’n’Roses, outra do Nirvana e uma daquelas da Globo, Classic Metal 2 (er…bem, essa eu comprei prá mim só por causa de “Breaking all the rules”, do Peter Frampton).

Genérico do Guns - Greatest Hits

 

Genérico do Guns - Greatest Hits

Então, os mp3 da vida deram o ar de sua graça. E, apesar de ter resistido por muito tempo, minha paixão pela música falou mais alto… Leia mais »

Hora do desenho

cartum

 um dos meus cartuns preferidos {fiz lá no comecinho dos anos 2000}.

 

 

Museu Murillo La Greca fica no bairro do Parnamirim - Recife

O Museu Murillo La Greca, da Prefeitura da Cidade do Recife, está com inscrições abertas para o primeiro módulo do Curso de Histórias em Quadrinhos, que acontece de maio a dezembro.

O curso é divido em quatro módulos: Roteiro, Narrativa, Desenho e Editoração.

O primeiro módulo, Roteiro, será ministrado pelo cartunista da Associação dos Cartunistas de Pernambuco - ACAPE e professor universitário Bruno Fernandes Alves - este que vos bloga - e acontece nos meses de maio e junho, às segundas e quartas, das 14h30min às 17h30min.

O segundo módulo, Narrativa, será ministrado pelo cartunista Rafael Anderson entre os meses de julho e agosto. Rafael é membro da ACAPE e foi o ganhador do evento 24 Horas de HQ, que aconteceu durante o IX Festival de Humor e Quadrinhos, em outubro de 2007.

Em seguida, Arnaldo Luiz, cartunista membro da ACAPE e um dos editores da revista independente PRISMARTE, ministrará o módulo de Desenho para Quadrinhos nos meses de setembro e outubro. Arnaldo é criador do personagem MinoTauro e do Esquadrão Agakê.

Finalizando o curso, o cartunista e designer gráfico Romo Oliveira ministrará o módulo de Editoração, nos meses de novembro e dezembro.

Cada módulo custa R$ 150,00 e pode ser parcelado em duas vezes.

Maiores informações:

Museu Murillo La Greca
Rua Leonardo Bezerra Cavalcanti 366, Parnamirim
3232 4276 | murillolagreca@gmail.com
Seg a sex | 9 às 17h

Jovens tardes de domingo e uma pilha de lp’s

Ou mais um surto nostálgico desse que vos bloga…

preto com um buraco no meio e um braço arranhando

 

Vinil. Alguém aí ainda tem algum guardado, nem que seja como recordação?

Ainda tenho 86 lp’s aqui comigo, guardadinhos {e prometo fazer um post sobre eles brevemente}.

A limpeza dos meus discos me fez lembrar de um tempo muito importante na minha vida, onde eu fazia o que mais gostava: ouvir música!

Pelo menos um final de semana por mês, eu saía de casa com um monte de vinis debaixo do braço e ia passar o dia na casa de Jorge.

Jorge é um amigo quase irmão que conheço há uns 25 anos ou mais um pouquinho. Jorge sempre foi o meu norte musical no que se refere à música brasileira.

Jorge morava numa casa de tamanho médio, mas que tinha um quintal lateral enorme, com árvores frondosas que faziam uma sombra deliciosa. E uma delas dava abacates gigantescos!

Então, das dez da manhã às nove da noite, ficávamos submersos no oceano da música.

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Será que o bolo é assim ou tem algum gadget brega em cima?

Hoje é aniversário de Roberta.

Pelo tamanho dela, deve ser aniversário de três ou quatro anos.

Desde às dez horas da manhã, a festa acontece na casa de Roberta, cujos fundos dão para o prédio onde moro. Da janela da sala, vislumbro o quintal da casa de Roberta.

Desde ontem, ao ver a arrumação que seus pais faziam no local, deduzi: vai ter festa. Nenhuma novidade aqui: de vez em quando, eles fazem festas inesquecíveis {minha dor de cabeça que o diga}, até altas horas da noite, independente do dia da semana.

Mas hoje, ao acordar, vi que tinha um painel do desenho animado “Carros” colado na parede. A piscina de plástico estava cheia.

Aniversário de criança. Bom, pelo menos, os barulhos serão mais suportáveis.

Pois bem: desde às dez horas da manhã {agora já são 17:30h} que a festa rola solta. Mas, peraí, não era uma festa de aniversário de criança?

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A imprensa sabe usar a liberdade de imprensa?

“A Liberdade guiando o povo”, de Delacroix

O assassinato da garota Isabela Nardoni está mexendo com o país. A cada momento, notícias e mais notícias pipocam na internet, na tv, nos jornais. Trinta dias depois, o assunto ainda pauta a imprensa.

Toda essa celeuma em torno da culpa ou da inocência do pai e da madastra da vítima tem mostrado, para os mais atentos, qual o ritmo que impulsiona a imprensa brasileira.

Desde o ocorrido, até programas que tratam de temas banais como fofocas de artistas da tv, receitas e amenidades têm dedicado boa parte do seu tempo à análise do caso Isabela.

Em todos os casos, uma análise claramente pueril, sem conteúdo, apenas colocada ali com o intuito de aproveitar o hype e abocanhar um naco de audiência.

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Para um domingo

Gatos ao léu

Domingo é um dia ideal para não fazer nada.

Domingo é dia de acordar tarde, se espreguiçar na cama e se encolher debaixo do cobertor, buscando o calor do corpo feminino pra se proteger do frio do ar-condicionado.

Domingo é dia pra esquecer tudo aquilo que nos atordoa em outros dias da semana.

Esquecer as contas a vencer, esquecer que tem trabalho atrasado em cima da mesa do escritório, esquecer o ônibus lotado e o engarrafamento, esquecer aquela reunião chata da próxima quarta-feira.

Num domingo, não se deve contar as horas, antecipando uma saudade que fatalmente virá no final do dia.

Domingo não é dia de ver televisão.

Domingo é dia de ouvir música bem alto, ou de se largar na cama depois do café para ler o jornal ou um livro não-científico, não-técnico…resumindo, um livro chato para o domingo.

Se quando você acordar o sol estiver brilhando forte no céu e o calor for sufocante, olhe para o alto e agradeça. Se gostar de praia, vá correndo se arrumar.

A vida passa lentamente…

Se quando você acordar a chuva estiver cobrindo a cidade e o vento frio for cortante, olhe para o alto e agradeça. Se gostar de tomar banho de chuva, vá correndo aproveitar.

Domingo não é dia de corrigir prova, trabalho, preparar aula, desenhar, estudar pra prova, fazer conta, planejar o futuro…

Domingo não é dia pra fazer dieta; é dia de coisas gostosas, como bolo de chocolate, brigadeiro, mousse de limão, coca-cola com pizza, sorvete, biscoito recheado, pastel e feijoada – mas com moderação.

Contemplando a vida…

Domingo é o presente que a gente recebeu pra se sentir gente. Nos demais dias da semana, a “gente” da gente fica em casa enquanto a gente sai pra aventura da vida.

Mas se você trabalha no domingo, então o seu domingo cai em outro dia da semana.

E veja só que maravilha: enquanto todos os outros que estão trabalhando têm o mesmo dia especial, você tem um dia especial só pra você pra fazer o que quiser, tipo ir à praia, ir ao cinema, ir ao shopping…

Tudo isso que eu escrevi sobre o domingo foi inspirado pelos gatos que estão passeando pelo post, que curtiam a manhã de domingo esparramados sob a sombra de uma árvore.

Tem horas em que a gente sente mesmo é vontade de virar gato e ficar por aí, de pernas por ar, quarando ao sol, olhando a vida mansamente, pisando sem fazer barulho, se movendo com graça e leveza pelos telhados da cidade.

Taí! É isso!

O domingo é o dia ideal para virar felino.

Domingo é o dia ideal para gatear ao léu.

Mais desenho…

Mais um desenho participante: uma caricatura de Freud, feita pelo imagenista Romo Oliveira.

Freud, por Romo Oliveira

Valeu, véio!

Meme do desenho

Aí está a primeira participação no “meme do desenho”:

Não conhece o blog do Sampson? Vai lá que é muito bom!

é um desenho do Sampson Moreira, do blog Inovavox.

Obrigado pela participação, Sampson!

II Encontro de Software Livre de Pernambuco

Nos dias 23, 24 e 25 deste mês vai acontecer o II Encontro de Software Livre de Pernambuco, no Bloco “B” da Faculdade Maurício de Nassau, que fica situada na Rua Guilherme Pinto, 400, Derby.

Segundo o site do evento

o Encontro trará debates a respeito do desenvolvimento, compartilhamento e propagação destes softwares, além de minicursos, exposições de painéis e apresentação de trabalhos técnicos e acadêmicos.

A organização estima que cerca de 800 pessoas participem do Encontro e ajudem a difundir o Software Livre {SL} nos âmbitos acadêmicos, empresariais, governamentais e sociais.

O objetivo geral do Encontro de Software Livre de Pernambuco {ESLPE} é propagar as práticas de desenvolvimento colaborativo e de garantia ao acesso à produção do conhecimento no estado de Pernambuco, além de difundir a cultura do Software Livre e a sua importância social.

A programação divulgada no site do evento lista os temas das palestras e dos minicursos, embora ainda esteja sujeita a alterações. O nome dos palestrantes e dos professores dos minicursos ainda não foram divulgados.

Alguns temas que me interessaram {vou tentar ver todos, caso os horários - que não foram divulgados - não entrem em conflito}:

Acessibilidade, Inclusão Digital e Tecnologias Assistivas com Software Livre Gerando lucros com Software Livre

Migre sem risco para Software Livre

Gerenciamento de Conteúdo com o Drupal

Cultura Livre: o que existe além do Software

Ubuntu e a Comunidade

Web 2.0 - Novos conceitos e tecnologias livres

As demais palestras são mais voltadas para um público especializado.

Quanto aos minicursos, estão sendo anunciadas seis opções, a maioria para um público bem específico, como Shell-Script, Desenvolvendo em LAMP e Ajax - Técnicas e ferramentas open source para melhorar a experiência do usuário na Web.

Para um iniciante entusiasta como eu, apenas o Conhecendo o Linux - Equipe Mandriva 2008 me pareceu mais acessível, embora tenha ficado interessado em dar uma olhada no curso Instalação e administração básica de Debian GNU/Linux.

Para saber mais sobre o Encontro e ver a programação completa, é só acessar o site oficial do evento.

A gente se vê por lá.

 

 

Desenho de Saul Steinberg, um mestre do desenho

Desenho de Saul Steinberg, um dos maiores artistas gráficos do mundo.

Uma das maiores mentiras que se espalha por aí é de que o desenho é um dom, que todo desenhista é iluminado, um escolhido dos deuses e que nasceu para brilhar.

Bullshit!

Desenho pré-histórico encontrado em Carnaúba dos Dantas, Seridó-RN

Desenho pré-histórico encontrado em Carnaúba dos Dantas, Seridó-RN.

A expressão gráfica é inata ao homem. Enquanto a escrita e a leitura tem que ser ensinada, o desenho vem espontaneamente. Qualquer criança que pegue um lápis pela primeira vez, já sai riscando traços malucos em qualquer lugar que encontre – paredes, chão, móveis… acredite, isso é desenho. Por isso, o melhor é dar logo folhas de papel para as crianças irem se expressando – e assim poupar suas paredes. ; )

O que ficou impregnado na cultura ocidental é que desenho que vale é aquele que retrata fielmente a realidade, onde tudo está no lugar – perspectiva, proporção, anatomia, composição…

Isso é desenho, claro, mas não é um modelo a ser seguido.

Se você só sabe fazer aquele bonequinho de palito, ou a tradicional casinha com chaminé, a árvore ou um barquinho…parabéns, você é um desenhista.

Você está representando a realidade; o seu desenho não é realista e apresenta traços estilizados, mas…dá para reconhecer neles a representação de uma pessoa, de um objeto, de um ambiente, não dá?

Então, quem precisa de desenho certinho para se expressar?

O problema é que a criança, quando não é tolhida em casa pela família, é tolhida na escola, que privilegia mais a linguagem escrita do que a pictórica, quando na verdade as duas deveriam caminhar juntas, uma complementando a outra. Isso até acontece, mas só nos anos iniciais. Depois disso, o desenho é oficialmente descartado do conteúdo programático. Uma prova disso é que as aulas de Educação Artística nas escolas acontecem apenas uma vez por semana, em curtíssimos cinqüenta minutos – eu sou licenciado em artes plásticas, fui professor da rede pública e sofri muito com esse descaso “oficial”.

Dar desenhos prontos para colorir também não ajuda muito, porque a comparação é invevitável: aquele esquema prontinho para encher de cores dentro das linhas pretas inibe, pois o nível do desenho pronto, por mais simples que seja, está a quilômetros do nível inicial da criança.

Esse estigma de que “saber desenhar” é representar fielmente o mundo atinge também artistas famosos, que revolucionaram a maneira de ver {e fazer} arte e por isso o senso comum os classifica como pseudo-artistas.


Pintura “Ciência e Caridade”, de Pablo Picasso, 1897. Museu Picasso, Barcelona.

“Ciência e Caridade”, de Picasso. No início, um artista com estilo realista

É lugar comum escutar que o trabalho de Picasso é infantil. O problema é que o que ficou para a história da arte, pela revolução que causou, foi o Cubismo; mas Picasso começou como todo que quer ser pintor começa: aprendendo a retratar a realidade com precisão, para depois, se for o caso, simplificar, estilizar a sua arte.

The Dance of Youth, Pablo Picasso

“A Dança da Juventude”, desenho bunitim de Picasso

Como ele mesmo disse, levou a vida toda para aprender a desenhar como uma criança.

Paul Klee é outro artista que trabalha a expressividade no desenho, o balé das linhas. Se comparados com os desenhos realistas de Da Vinci, qualquer pessoa vai dizer que o de Klee é infantil.

“Carta Fantasma”, pintura de Paul Klee. The Museum of Modern Art

“Carta Fantasma”, pintura de Paul Klee.

Mas quem criou esses critérios?

Então, pare de aceitar que você não sabe desenhar. Se você sabe escrever, sabe desenhar.

E então, que tal tentar?

Como hoje, 15 de abril, é Dia do Desenhista, eu convido àqueles que dizem que “não sabem desenhar” a fazer um desenho, qualquer um, e mandar pra mim, com uma breve historinha sobre o mesmo. Eu vou publicar todos aqui no blog. Vale tudo: auto-retrato, paisagem, objetos, animal, “bonequinho de palito”…qualquer coisa.

Ah, e qualquer pessoa pode participar, tenha um blog ou não.

Como isso é uma espécie de meme gráfico, prá não fugir à regra da blogsfera, eu convido, especialmente, a Nospheratt, o Sampson e o Yeltsin para experimentarem também. E aí, amigos, vamos participar?

Os desenhos devem ser encaminhados ao e-mail macaxeirageral@gmail.com, até o final de abril.

Mãos - e canetas - à obra!

Sobre o perigo de colocar filhos no mundo

“Pai e Filho, praia do Chile”. Foto de Rafael Maglioni.

 

Gosto muito daquele poema do Vinícius que começa assim: “Filhos…filhos?/ Melhor não te-los!/Mas se não os temos/Como sabe-lo?”

Na época em que eu e minha esposa ficamos grávidos, a insegurança era um dos sentimentos mais presentes.

Depois que a filhota nasceu, o pavor tomou conta de mim: “e agora? Como cuidar? Vou ter dinheiro suficiente? E se eu morrer agora, o que vai ser dela? Como segurar sem derrubar? Porque ela ta chorando tanto? Ai meu Deus, ta tão quietinha…será que ta respirando?

Enquanto isso, passado o temor inicial, a mãe seguia pelos dias sem tanto stress assim – mãe é mãe, é divino, não tem jeito…

Uma nova vida é um sinônimo de esperança, de coisas boas, de perpetuação da espécie humana no que ela teria de melhor.

Porém, nas últimas semanas, cheguei a comentar com Tita: se fosse hoje, eu ia pensar muito antes de ter um filho.

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Quando este blog começou, cinco meses atrás, este autor não entendia quase nada de blogs.

Quer dizer, continuo não entendo algumas coisas, mas já aprendi um bocado – e continuo aprendendo*.

Mas a minha maior mancada – típica de iniciante – foi ter ficado às escuras com relação a uma questão crucial: tinha alguém lendo o que eu escrevia?

Só vim ter noção disso quando me inscrevi no Google Analytics.

Foi duro ver que durante quatro meses minha visitação foi ZERO.

Mas aí eu pensei: “tô no limbo, mas to feliz. Um dia a coisa acontece.” E continuei tocando.

Bom, nesse meio tempo, fiz uma promoção aqui no blog.

Precisa dizer que que ninguém participou?

Mas agora ela está de volta. E como fazer para participar, caros leitores do Macaxeira Geral?

Simples. Basta localizar o post onde consta a citada promoção, deixar lá um comentário {conforme os critérios descritos} e pronto! Você já estará concorrendo não a um, mas a dois livros!

Então, o que está esperando?

Boa leitura e boa caçada ao post premiado!

 

* Também quer aprender mais sobre blogs? Então, dê uma olhada nos links abaixo {eu recomendo}:

Blosque - blogando por dinheiro…com inteligência, da Nospheratt

pBlog - tudo sobre Wordpress, do Érico Oliveira

Brpoint - SEO e Blogs, por diversão e dinheiro, do Bruno Alves

UPDATE: Mas quais são os livros, afinal? {eu esqueci de mencionar isso}. Bem, um dos livros é o que eu já ia sortear mesmo e tá lá no post; o outro é surpresa, ok?

 

Mais um capítulo do festival de absurdos que foi a prisão de uma adolescente numa cela masculina no município de Abaetetuba, no Pará, em novembro do ano passado:

A juíza Clarice Maria de Andrade foi inocentada por seus pares da acusação de negligência diante do caso – porque não estou surpreso?

A juíza soube da irregularidade e nada fez. A justificativa para a absolvição beira o ridículo:

Não podemos ceder à pressão da opinião pública e nem da imprensa”, disseram os desembargadores que votaram a favor da juíza.

Estamos perdidos.

Eu não entendo nada de Teoria do Direito. Nem de Filosofia do Direito (me desculpem se eu falar alguma bobagem).

Eu só entendo o que é certo e errado.

No juramento que uma pessoa faz ao concluir o curso de Direito, ela promete “exercer a advocacia com dignidade e independência, observar a ética, os deveres e prerrogativas profissionais e defender a Constituição, a ordem jurídica do Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social, a boa aplicação das leis, a rápida administração da justiça e o aperfeiçoamento da cultura e das instituições jurídicas.”

Essa juíza está cumprindo o seu juramento a contento?

E o pecado maior dela nem foi esse. O pecado dela foi mais grave do que descumprir o seu próprio juramento.

O maior pecado dela foi não se sensibilizar diante da situação de risco de uma mulher.

Ao saber da situação irregular e degradante em que se encontrava uma mulher, essa juíza tinha a obrigação de se indignar, de se sensibilizar, e ordenar imediatamente a transferência da detenta para acomodações adequadas – o Estado que se virasse para cumprir a decisão.

Mas ela não fez isso. Seu primeiro argumento foi de que não sabia se tratar de uma adolescente.

Quer dizer, se fosse uma mulher de 40 anos presa com mais de vinte homens numa cela, estaria tudo bem?

Talvez tenha passado pela cabeça dessa juíza: “Ah, é uma criminosa mesmo, deixa ela lá.” Talvez sua indignação só viesse à tona se a detenta fosse alguém de classe média. Talvez, assim, ela tivesse tomado medidas urgentes.

A jovem, além de ter cometido um delito, ainda cometeu um mais grave ainda: o de ser pobre.

De que adianta uma pessoa ficar quatro anos estudando Direito numa faculdade (se foi pública, paga pelo povo), ser aprovada num concurso público para defender a justiça, ganhar um bom salário (também pago pelo povo), se ela não tem capacidade de julgar o que é CERTO e ERRADO? De decidir entre a LEI e a JUSTIÇA? De não saber o que é DIREITO?

De que adianta emoldurar o diploma e pendurar na parede?

A Presidente do Tribunal de Justiça do Pará, Albanira Bemerguy, que era a favor de punir a juíza, afirmou que “O TJPA não deveria transferir a responsabilidade do que aconteceu com a menina às falhas do Estado. Isso poderia ter acontecido com qualquer pessoa, inclusive da nossa família“.

Com todo respeito à Presidente (até pela coragem de seu posicionamento): isso poderia acontecer com qualquer pessoa, mas da família de vossas excelências, eu duvido.

Meu esperançômetro caiu a níveis baixíssimos hoje.

 

Neil Gaiman.Ilustração de Jennifer Williamson para o Black Phoenix Alchemy Lab

Sentado em um aeroporto, começando a ficar realmente aborrecido com o Windows Vista em um laptop. Isto não funciona — eu estou cansado de esperar segundos para que as coisas apareçam na tela, de esperar meio minuto ou mais para que algo aconteça imediatamente. O pobre do computador obviamente não pode rodar o Vista, e o autor não está impressionado como um monte de coisas que eram fáceis no XP ficaram mais difíceis…

É assim que o escritor Neil Gaiman {Sandman, só pra ficar na obra-prima} começa seu post de hoje no seu blog Neil Gaiman’s Journal – blogando de um Panasonic W7.

Como já tinha se queixado num post anterior, Gaiman termina:

Algumas pessoas me escreveram dizendo que eu deveria instalar memória extra, e eu posso, mas é mais provável que eu escolha entre essas duas alternativas a} digo ‘está morto e enterrado’ e pego um Airbook. É mais pesado que o Panasonic W7 e não tem um drive ótico, mas tem um sistema agradável e que funciona ou b} mantenho o computador e passo para um Linux Ubuntu.

Minha outra solução seria advertir a muitas pessoas que lêem este blog que evitem o Windows Vista.

Leia o post original aqui.

Fonte: Neil Gaiman’s Journal.

Como será o notebook que você vai usar em 2015?

Enquanto estou pesquisando para comprar o meu EEE PC pelo melhor preço, já tem gente imaginando como serão os notebooks daqui a alguns anos.

Num exercício de futurologia, a ComputerWorld pediu a alguns designers e engenheiros uma visão de como serão os notebooks daqui a sete anos. E aí, preparado para conhecer as máquinas que vão ser o hype em 2015?

Vejam, a seguir, os conceitos:

COMPENION

O notebook tem tela de 11 polegadas. No entanto, a tampa superior também é uma tela. Deslizando a mesma, o Companion fica com 16 polegadas de tela sensível ao toque.

Compenion, conceito criado pelo designer alemão Felix Schmidberger

Deslizando a tela superior de 11 polegadas, o Companion fica com 16 polegadas de tela touchscreen


CANOVA

O Canova abre mão do teclado mecânico e traz duas telas sensíveis ao toque. Mudando de posição, ele vira um e-reader. Gostei. Quero um desses prá mim {assim que ele ficar mais fininho…}

Canova, conceito da V12 Design. Duas telas sensíveis ao toque, sem teclado mecânico. Eu quero um desses!

SIAFU

Um notebook para deficientes visuais, que transforma o que apareceria na tela em imagens com relêvo, para leitura com as mãos. Conceito inovador e visual digno de filmes de ficção-científica.

Siafu, design de Jonathan Lucas, é um note para cegos.

Siafu

CARIO

O Cario pode ser apoiado numa mesa ou acoplado no volante de um carro. Quando o automóvel pára, ele pode projetar o que está aparecendo na tela no pára-brisas. Como podemos perceber, parece que o fim do teclado mecânico está próximo.

O Cario, da designer Anna Lopez

O Cario poderá ser acoplado ao volante de um carro

 

NOTEBOOK COM BATERIA SOLAR

Olhaí o primeiro notebook verde {de verdade}. Vai fazer sucesso, com a atual preocupação com o futuro do planeta {já tava na hora}.

Notebook com bateria solar, do designer Nikola Knezevic.

Fonte: Computerworld.com